 |
         


|
O Publicitário
Uma profissão que tem como principal desafio envolver e surpreender o público. É desta maneira que o professor Arlindo Ornelas Figueira Neto, o Piu, coordenador do curso de publicidade buscar e propaganda da Universidade de São Paulo (USP) define a carreira
Há pelo menos três anos consecutivos o curso de publicidade e propaganda é o mais concorrido do vestibular da Fuvest (fundação que realiza o processo seletivo da USP). No ano de 2006, por exemplo, foram 45,74 candidatos disputando uma das 50 vagas do curso. Uma concorrência muito grande para um mercado saturado, que, segundo os profissionais ouvidos pela reportagem, não tem como absorver todos esses formandos.
''Há muitos anos o curso de publicidade e propaganda é o mais procurado na USP. Acho que muito disso é uma visão um pouco exagerada e glamourizada da profissão. Quando presta vestibular, o aluno não tem uma visão muito clara do que espera por ele num curso de publicidade. Eles acham que aqui vão encontrar uma fórmula para a criatividade'', avalia o professor Figueira.
Logo nos primeiros meses do curso, o aluno terá uma noção da carreira e saberá em quais áreas pode atuar: atendimento, mídia, planejamento, criação e produção. ''Quando ele entra no curso, ele é apresentado a outras possibilidades de trabalho na carreira. Ele vai entender que a criação não é a única área para trabalhar e que a base teórica é muito importante para o desenvolvimento da profissão'', disse Figueira.
O publicitário faz o atendimento entre agências e clientes, planeja campanhas e faz cálculos de investimentos em mídias. Ele também traça as metas e objetivos de um cliente, cria um plano de comunicação e estuda o mercado atual, a concorrência e o público consumidor. Ao final de tanto trabalho, a peça publicitária é disponibilizada.
* Disciplinas
As principais disciplinas no início do curso são redação, criação, mídia, redação publicitária, introdução à publicidade, criatividade e história da arte. Essas matérias servirão como base para que o aluno tenha uma noção das áreas de atuação no mercado de trabalho e saber onde terá prazer em trabalhar.
''É nesse período que o aluno vai ter condições de perceber em qual área da publicidade ele tem mais afinidade para trabalhar'', disse o professor José Fernando Azevedo, coordenador do curso de publicidade e propaganda da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). ''Tive alunos que eram excelentes na parte de criação, por exemplo, mas queriam trabalhar em planejamento'', completou.
Segundo o professor Azevedo, no segundo semestre, por exemplo, os alunos começam a ter aulas de fotografia e planejamento. Depois aprendem pesquisa de mercado. Em seguida, passam a ter um pouco de noção sobre o comportamento do consumidor e como isso se reflete no mercado. ''O nosso objetivo é formar um profissional preparado para enfrentar o mercado de trabalho que está cada dia mais seletivo e mais competitivo. Mas também preparamos o aluno para ele montar seu próprio negócio'', afirmou.
Na USP, o aluno ainda tem a possibilidade de cursar outras disciplinas em outros cursos. ''Ele pode fazer história da arte no curso de artes plásticas, por exemplo'', disse o professor Figueira.
Fonte: Portal G1
O Economista
Um profissional responsável por criar, administrar e aumentar riquezas. Riquezas, explicam especialistas, não são apenas os bens materiais. Entende-se por riqueza o desenvolvimento de um país e a qualidade de vida da população. Curso de economia mescla disciplinas de exatas e humanas. Candidatos devem dominar de sociologia à estatística.
"Posso dizer sem medo de errar que o economista é o profissional do desenvolvimento. É ele quem vai traçar as bases para a consolidação da democracia em um país", disse o professor Marcos Fernandes, coordenador do curso de economia buscar da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP) e pós-graduado pela Universidade de Londres.
Exatas X humanas
A economia é uma carreira inserida dentro das ciências sociais, tem como base as disciplinas de humanidades, mas requer muito conhecimento na área de exatas. ''Dentro das ciências sociais, a economia é a mais sofisticada. O aluno tem que saber matemática à beça como um engenheiro, tem que gostar de história como um historiador, tem que gostar de sociologia e ciências políticas, enfim, tem que agrupar todas essas características para se tornar um bom economista. O economista, quando bem formado, tem domínio de raciocínio e das humanidades", diz o professor Fernandes.
"A economia é uma carreira multidisciplinar. O profissional tem que ter o domínio de áreas desde a sociologia, geopolítica, filosofia e política econômica, até a matemática e estatística. Além disso, tem que estar atento à realidade social e política, não basta só gostar de matemática'', diz o professor Joaquim José Martins Guilhoto, chefe do departamento de economia da Universidade de São Paulo (USP).
Assim com acontece em outras carreiras, muitos alunos se decepcionam nos primeiros anos de curso porque não conhecem exatamente como é a profissão. ''Muitos vestibulandos não se informam previamente sobre o curso e isso se torna um grande problema quando ele entra na faculdade. Mas isso não é um problema apenas dos alunos de economia'', disse o professor Fernando Cezar de Macedo Mota, coordenador associado do curso de economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
O mesmo problema é percebido na Faculdade de Economia e Administração (FEA) da USP. ''A falta de conhecimento do curso é um problema que não se limita ao curso de economia. Geralmente ele sente um choque no primeiro ano de curso, mas, mesmo assim, o índice de desistência é muito baixo'', relata o professor Guilhoto.
Disciplinas
Durante o curso, o aluno tem contato com várias disciplinas entre elas as de formação geral (introdução à economia, introdução às ciências sociais, ciência política, direito, contabilidade, matemática e estatística), disciplinas teórico-quantitativa (contabilidade social, microeconomia, macroeconomia, economia política, economia internacional, economia do setor público, economia monetária, desenvolvimento socioeconômico, estatística econômica e econometria) e disciplinas de formação histórica (história econômica geral, formação econômica do Brasil, economia brasileira contemporânea e história do pensamento econômico), além de disciplinas eletivas que visam a especialização do aluno em áreas de seu interesse.
Fonte: Portal G1
O Engenheiro de Alimentos
Sempre vai haver espaço de atuação para um engenheiro de alimentos. E isso se deve a uma razão bem simples: a humanidade precisa comer. As necessidades da população sofrem alterações e, na mudança dos produtos, há um engenheiro de alimentos trabalhando para produzir em larga escala.
Segundo o coordenador do curso de engenharia de alimentos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Marcelo Alexandre Prado, nos últimos 20 anos, o número de faculdades subiu de sete para mais de 50.
“No passado, só o pai trabalhava nas famílias, e a mãe e a avó tinham tempo de preparar a comida. Hoje, não existe mais isso. É preciso buscar alimentos de fácil preparo e aí entra a engenharia de alimentos. A vida mais agitada acabou impulsionando o mercado”, diz o professor.
Para poder formular os produtos e criar novos processos produtivos, o curso de engenharia de alimentos tem dois anos com disciplinas básicas de matemática, física, química e biologia. Só depois é que começam as matérias chamadas de profissionalizantes, como química de alimentos ou análise sensorial, que é o estudo das características do produto e as reações que provocam no consumidor.
“É preciso ter facilidade para química e biologia, porque o profissional vai trabalhar com toda a parte de transformação dos alimentos”, afirma Prado. Devido à complexidade, a graduação, em geral, não pode ser concluída em menos do que cinco anos. Além disso, é necessário fazer estágios para conseguir o diploma.
Na hora de escolher a faculdade, o estudante deve observar se a instituição tem bons laboratórios e um currículo prático, além do corpo docente qualificado. Na Universidade Federal de Viçosa (UFV), que conseguiu uma das melhores notas no Exame Nacional de Desempenho (Enade) de 2005, há uma indústria de beneficiamento do leite da região.
“A universidade até tem uma marca: os laticínios Viçosa. E essa usina-piloto, serve de laboratório para aulas práticas”, afirma o coordenador do curso da UFV, Paulo Henrique Alves da Silva. -Nutrição ou engenharia de alimentos?
De acordo com os especialistas ouvidos pelo G1, quem tem afinidade com a alimentação pode ficar em dúvida entre optar por nutrição ou engenharia de alimentos na hora do vestibular. Mas as carreiras são bem diferentes. O engenheiro até pode cursar algumas disciplinas de nutrição na faculdade, porém sua formação leva em conta tecnologias, máquinas, logística. Já a nutrição está mais preocupada com as reações do alimento com o organismo.
O curso de engenharia química tem alguma afinidade com o de alimentos. Só que, na primeira engenharia, o estudante recebe mais conceitos técnicos sobre áreas de materiais como petróleo ou tecidos. E na área de alimentos há um enfoque para os processos biológicos.
Fonte: Portal G1
O Fisioterapeuta
Fisioterapia tem campo de atuação amplo Envelhecimento da população trouxe demanda em novas áreas de trabalho
Profissional da área de saúde, o fisioterapeuta trabalha na promoção do bem-estar, manutenção, prevenção, tratamento e reabilitação do paciente. Com um campo de atuação amplo, o trabalho vai além das áreas já conhecidas como a traumato-ortopédica, neurológica (pacientes que precisam recuperar movimentos após problemas no cérebro) e esportiva.
Segundo especialistas da área ouvidos pelo G1, os profissionais são cada vez mais requisitados para atuar nas áreas de ginecologia e obstetrícia, dermatologia funcional e estética e geriatria, devido ao envelhecimento da população. “A sociedade identifica o fisioterapeuta com a área de traumatologia. Mas nosso trabalho vai além”, afirma o presidente do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito), José Euclides Poubel e Silva.
De acordo com Silva, o trabalho na ginecologia é voltado para corrigir problemas de disfunções do sistema urinário das mulheres e fortalecer a musculatura da região pélvica. Já no campo da dermatologia funcional, o fisioterapeuta pode, por exemplo, acompanhar pacientes no pós operatório de mastectomia e queimaduras com o objetivo de garantir melhoria na retração da pele e devolver à pessoa a sensibilidade da região atingida.
Tratamentos estéticos como drenagem linfática e massagens também são de responsabilidade desse profissional. “Já há projetos de lei que querem delimitar essa área só para a fisioterapia”, afirma Silva, segundo o qual essas áreas devem demandar mais profissionais nos próximos anos. Vocação
Para ser um profissional da área é fundamental gostar de lidar com as pessoas, ter noções de biologia e física e ser curioso pelas características do movimento humano. “O aluno deve ter paciência para cuidar dos doentes e compreender as implicações das deficiências humanas”, diz o professor Marcelo Velloso, coordenador do colegiado de curso da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG buscar), uma das mais bem avaliadas na área pelo Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade).
Para o fisioterapeuta Nilton Petrone, conhecido como Filé, que já tratou de vários esportistas de destaque como Romário, Ronaldo e Gustavo Kuerten, é essencial estar preparado para se deparar com a dor do outro.
Profissionais
Segundo dados do Coffito, há 89 mil fisioterapeutas registrados em todo o país. Outros 25 mil possuem cadastro temporário, pois se formaram há pouco tempo e só têm o certificado de conclusão de curso, ainda não receberam o diploma, que dá direito ao registro permanente. A maioria dos profissionais, segundo o conselho, se concentra nos grandes centros.
O salário não é unificado em todo o país. O sindicato de cada estado estipula um piso em negociação com o setor patronal. Em São Paulo, por exemplo, a remuneração mínima fixada é R$ 1.330 para 30 horas de trabalho semanais. Já os profissionais com mais tempo de trabalho ganham entre R$ 2.500 e R$ 3.800.
Curso
Há 379 faculdades de fisioterapia no país, segundo dados de 2005 do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep buscar). O curso tem duração que varia de quatro a cinco anos.
Nos primeiros semestres, os alunos estudam disciplinas básicas como citologia, anatomia, genética, bioquímica, sociologia, psicologia, entre outras. No ciclo profissional, são ensinadas matérias como movimento e desenvolvimento humano, recursos terapêuticos e fisioterapia aplicada a diversas áreas como, por exemplo, a cardiovascular, a pediatria, e a ortopedia.
A graduação tem um grande período de estágio que, segundo as diretrizes do Ministério da Educação (MEC buscar) deve corresponder a pelo menos 20% da carga horária total do curso. Na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar buscar), os alunos passam um ano fazendo estágio em período integral. Na UFMG os estágios são feitos durante um ano e meio em hospitais (setores de emergência e UTI), ambulatórios e postos de saúde.
Fonte: Guia de Carreiras, Portal G1
O Administrador
Curso com maior número de alunos no país, tem um vasto campo de atuação; salário médio nacional é de R$ 4.025
A graduação concentrava 14,9% das matrículas no ensino superior em 2004, com 640.724 estudantes em 2.046 cursos. O número de alunos é dez vezes maior do que os matriculados em medicina (64.965) e quase 20 (31.522) vezes o total de pessoas nas turmas de agronomia.
Os dados são do levantamento mais recente feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep buscar), órgão do Ministério da Educação (MEC buscar), em parceria com a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped).
Uma área abrangente, a administração permite ao profissional atuar em diversos ramos do setor público, privado e não governamental. As principais áreas de atuação, segundo o Conselho Federal de Administração (CFA), são finanças, marketing, mercadologia, recursos humanos, orçamento, relações industriais, administração de material e de produção e organização e métodos e programas de trabalho.
Graduação
O curso tem carga horária mínima de 3 mil horas e, em geral, dura quatro anos. No último período, os alunos devem fazer um estágio curricular e apresentar um relatório dessa atividade para concluir a graduação. No começo da faculdade, os estudantes têm aulas de disciplinas básicas como economia, contabilidade, sociologia, matemática, estatística, entre outras. Depois, aprendem matérias do ciclo profissional como marketing, recursos humanos, finanças e gestão.
Segundo especialistas da área, para ser um bom profissional o aluno deve fazer atividades extra-classe como participar de empresas juniores, atividades de extensão e pesquisas. “Tem que aproveitar todas as oportunidades que a universidade oferece porque as empresas, na hora de contratar, não olham só as notas dos alunos, mas também todas as atividades que eles fizeram que podem contribuir para uma boa formação”, aponta o coordenador do curso da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG buscar), Aureliano Bressan.
Para a professora Marta Ferreira Santos Farah, coordenadora do curso de graduação da Fundação Getúlio Vargas (FGV) – a primeira faculdade de administração do país – outra característica essencial nos bons profissionais é aliar a formação técnica à humanística. “Tem que saber gerir gente, ter uma boa relação com fornecedores, clientes e estar sintonizado com os desafios sociais e ambientais do mundo moderno”, diz. Segundo ela, um dos desafios nas graduações atuais é formar pessoas para trabalhar em agências reguladoras, organizações não-governamentais e empresas do mercado globalizado.
Já o presidente do CFA, Rui Otavio Bernardes de Andrade, destaca a necessidade de manter uma formação continuada. Segundo ele, é importante que o profissional faça cursos de especialização e pós-graduação na área. “A pessoa deve buscar aprender mais sobre a área que trabalha porque ninguém quer um profissional desatualizado, que se formou há anos e não está se renovando”, afirmou.
Mercado no Brasil
Há 230 mil administradores de empresas cadastrados no CFA. Segundo a instituição, também estão no mercado de trabalho os bacharéis em administração, que são os estudantes formados que não se credenciaram no conselho. Não há dados precisos sobre esses profissionais.
Uma pesquisa nacional sobre o perfil do administrador feita pelo órgão neste ano mostra que os homens são a maioria na carreira e correspondem a 67% dos profissionais. Cerca de 67,8% possuem emprego com carteira assinada. O levantamento aplicou 9.178 questionários em todos os estados do país. Também foram entrevistados 447 empregadores brasileiros.
De acordo com os dados da pesquisa, a renda média mensal nacional de um administrador de empresa fica em torno de 11,5 salários mínimos, aproximadamente R$ 4.025. Veja mais dados aqui.
Fonte: Guia de Carreiras, Portal G1
<< 1 2 3 4 5 6 7 8 >>
|
 |
|