Quarta-Feira, 08 de setembro de 2010




O Engenheiro Ambiental
Engenheio ambiental minimiza impactos no meio ambiente. Carreira é nova, com poucos cursos no Brasil, mas o mercado de trabalho é promissor.

Num período em que o aquecimento global e a poluição ambiental são alguns dos principais assuntos nos grandes meios de comunicação, não há como negar que o mercado para os profissionais da área de engenharia ambiental buscar está em franco crescimento e só deve melhorar.

A legislação brasileira mais rígida dos últimos dez anos e a maior conscientização das empresas e das pessoas sobre o meio ambiente melhorou o mercado para os engenheiros ambientais, que passaram a ser mais procurados e valorizados. E os problemas que eles têm de resolver não são poucos: além do desmatamento descontrolado nas florestas, a área urbana brasileira sofre com questões de tratamento de água, esgoto, lixo, enchentes e poluição atmosférica.

Na faculdade, o aluno do curso de engenharia ambiental será preparado para trabalhar a questão ambiental sem perder de vista o desenvolvimento econômico. Ele vai aprender a buscar resolver ou pelo menos minimizar os problemas ambientais do país.

''Os cursos de engenharia ambiental têm como objetivo capacitar o aluno para que ele saiba quantificar os problemas ambientais e não apenas identificar. Uma coisa é você perceber que há degradação do ambiente. Outra é você calcular o quanto está degradado'', disse o professor Afonso Augusto Magalhães de Araújo, coordenador do curso de engenharia ambiental da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Um bom exemplo de área de atuação é trabalhar em projetos de saneamento de uma cidade. ''O engenheiro ambiental vai desenvolver, junto com os engenheiros químicos, sanitários e civis um projeto de melhorias. Essa é uma carreira que, no mínimo, permite que várias engenharias se conversem'', disse o professor.

Disciplinas

Os dois primeiros anos de curso são como em qualquer outra engenharia: são básicos e tratam de disciplinas de matemática e física. ''Só depois dessa base é que o aluno será introduzido nas matérias específicas da engenharia ambiental'', disse a professora Sueli Bettini, diretora do curso de engenharia ambiental da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas).

Depois das disciplinas básicas de um engeheiro, o aluno vai aprender assuntos nas áreas de biologia, geologia, climatologia, hidrologia, ecologia, hidráulica, entre outras.

Mercado de trabalho

Apesar de ainda ser uma carreira relativamente nova, o mercado de trabalho para os engenheiros ambientais é promissor. Estima-se que devam ser abertos milhares de postos de trabalho para os engenheiros nos próximos anos. E como ainda há poucos profissionais com formação universitária, as perspectivas para a carreira são as melhores.

Segundo o professor Pedro Caetano Sanches Mancuso, diretor da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), a carreira tem duas grandes áreas de inserção no mercado de trabalho: ''Uma delas é a iniciativa privada, que cada dia mais reconhece a necessidade de profissionais especializados nessa área. Outra é o serviço público, onde o engenheiro vai nadar de braçada. A preocupação ambiental ganhou muito espaço nos últimos dez anos'', afirmou.

''Um estagiário deve receber um salário de cerca de R$ 800. Um trainee recebe pelo menos uns R$ 1.400. Já o engenheiro formado tem uma média salarial como os outros - cerca de R$ 3.000 no início de carreira'', disse a professora Sueli.

''A Petrobras já faz concursos específicos para contratar engenheiros ambientais. Este é um mercado muito promissor, pronto para ser explorado'', finalizou o professor Araújo.

Fonte: Portal G1
Postada em: 08/06/08
O Biólogo
Há dois tipos de graduação: licenciatura e bacharelado. Maioria dos profissionais se forma nas duas.

Um profissional que estuda os seres vivos e o meio ambiente de forma a entender como eles interagem entre si. Com perfil de pesquisador e educador, o biólogo atua em diferentes áreas.

Há dois tipos de graduação em ciências biológicas: a licenciatura e o bacharelado. O profissional que optar por cursar apenas a licenciatura terá uma formação voltada à sua capacitação para dar aulas para alunos dos ensinos fundamental e médio. Ele sairá da faculdade apto para ser um professor. Já o aluno que optar por seguir a graduação no bacharelado, terá um curso mais direcionado para pesquisas (em biologia molecular, botânica, zoologia, ecologia, bioquímica, biologia celular, etc.)

Apesar de o aluno ter a opção de cursar as duas coisas separadamente, muitas universidades oferecem a possibilidade de o estudante cumprir os créditos das duas graduações e se formar com os dois diplomas. Geralmente, com um semestre a mais de curso o estudante consegue cumprir os créditos. Segundo professores ouvidos pelo G1, cerca de 95% dos biólogos se formam nas duas graduações.

"A gente trabalha num sistema que possibilite ao aluno fazer as duas graduações. Ao longo de sua formação o curso da UnB possibilita que o aluno tenha contato com todas as disciplinas necessárias concomitantemente", afirmou a professora Sônia Nair Bao, diretora do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Brasília (UnB).

Na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) também existe essa possibilidade. "A maioria dos alunos que entra na faculdade quer seguir a área de pesquisa. Mas nós os orientamos a fazer também os créditos da licenciatura porque o mercado é mais aberto, tem mais emprego e ela é que será o ganha-pão do recém-formado", afirmou o professor Walter Barrella, chefe do Departamento de Ciências do Ambiente da PUC-SP.

Na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o curso de licenciatura (noturno) oferece disciplinas pedagógicas e específicas de educação desde o primeiro semestre. Então, o aluno de bacharelado (diurno) que quiser cursar as duas coisas, terá que cumprir créditos de manhã e à noite.

"O que a gente sente é que a maioria dos alunos quer seguir carreira de pesquisador, então eles se formam na licenciatura para poder dar aulas enquanto se especializam", disse a professora Dora Maria Grassi Kassisse, coordenadora do curso de ciências biológicas do Instituto de Biologia da Unicamp.

Segundo Barrella, uma das áreas mais promissoras no mercado de trabalho é o meio ambiente. "Com o endurecimento da legislação ambiental, muitas empresas precisam se adequar e tratar adequadamente os seus resíduos sólidos, garantir o reuso da água, tratar a poluição, o esgoto, e para isso elas estão contratando biólogos", disse o professor.

Logo no primeiro semestre dos cursos de ciências biológicas os alunos têm contato com aulas práticas mescladas com disciplinas básicas de química, física e matemática. "É uma forma de estimularmos o estudante no começo do curso, já que ele terá contato com várias disciplinas de exatas essenciais para a sua formação geral", afirmou a professora Sônia.

"A física assusta um pouco os alunos no começo do curso. Mas é preciso aprender conceitos de cálculos. A química é voltada para a área da biologia, para desenvolvimento de conceitos de bioquímica. Temos aulas também de matemática e estatística para que eles aprendam a lidar com os dados de pesquisas", disse Dora.

Depois o aluno tem contato com disciplinas como ecologia, botânica, zoologia, instrumentação, fisiologia, anatomia humana, fisiologia vegetal, geociências, geologia, biologia molecular, botânica, entre outras. O estágio supervisionado também é obrigatório.

Fonte: Portal G1
Postada em 01/06/08
O profissional de Engenharia Mecatrônica
Engenharia mecatrônica mistura eletrônica, mecânica e computação.
Para se dar bem, é preciso gostar de física e matemática.

Destruir brinquedos apenas para descobrir como funciona o mecanismo que faz o carrinho andar, a boneca falar ou a tela do jogo acender, pode ser um sinal de que a criança tem vocação para ser um engenheiro mecatrônico no futuro.

Uma união dos conhecimentos da mecânica, eletrônica e computação, a engenharia mecatrônica é a ciência que usa conceitos dessas três áreas para projetar sistemas automatizados que sejam mais ágeis e seguros.

“As três áreas permitem a criação de sistemas que funcionam melhor do que se elas fossem usadas individualmente”, afirma o professor Edson Paulo da Silva, coordenador do curso de mecatrônica da Universidade de Brasília (UnB). As máquinas (chamadas de robôs) que ajudam a montar carros na linha de produção de uma montadora automobilística são equipamentos de tecnologia mecatrônica. Os caixas eletrônicos dos bancos também

Um profissional da área pode atuar na projeção, gerenciamento e manutenção de processos e produtos mecatrônicos que existem em diversos tipos de indústrias como a automobilística, a aeronáutica e as de alimentos e bebidas.

É possível também abrir sua própria empresa e criar novos dispositivos e equipamentos com tecnologia mecatrônica. “Podemos pegar um sistema mecânico e elétrico e colocar um software. Uma máquina de lavar, por exemplo, poderia ter opções específicas que o dono programaria para lavar uma certa roupa”, explica Glauco Caurin, coordenador do curso da Universidade de São Paulo (USP), no campus de São Carlos.

Mercado de trabalho

A área de atuação é ampla e a demanda por empregos, crescente, garantem profissionais da área. Segundo Jaques Sherique, vice-presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), não há, no país, um número suficiente de profissionais capacitados para atender a demanda por vagas. “É a grande nova engenharia. Tem um mercado de trabalho promissor porque o volume de produção automatizada tem que ser intensificado para o país poder competir com o mercado internacional”, disse. O G1 conversou com profissionais da área. Leia aqui.

Não há dados sobre número de engenheiros mecatrônicos no país, nem sobre a média salarial da categoria. Segundo o Confea, um engenheiro de qualquer área deve receber pelo menos seis salários mínimos (R$ 2.100, em valores atuais) para trabalhar seis horas.

Curso

Há 16 cursos de engenharia mecatrônica no país, segundo dados do Ministério da Educação (MEC). A graduação tem duração de cinco anos como as demais engenharias. Os primeiros períodos são dedicados a um ciclo básico da formação com disciplinas como cálculo, física, química e computação.

De acordo com os docentes, é essencial que o estudante goste de física, matemática e computação para poder se dar bem nas aulas e até mesmo na profissão. Na parte profissional, os estudantes terão contato com matérias como automação da manufatura eletrônica, mecânica, tecnologia de fabricação, entre outras. Em algumas disciplinas, eles aprendem a fazer produtos mecatrônicos e testam suas invenções em competições entre colegas e também entre outras universidades em âmbito nacional. Os projetos vão desde carrinhos de controle remoto com softwares até robôs.

O curso conta ainda com um estágio obrigatório de 160 horas e, no final dos cinco anos, o estudante tem que fazer uma monografia para poder concluir a graduação.

Fonte: Portal G1
Postada em: 24/05/08
A Secretária Executiva
Foi-se o tempo em que as secretárias eram conhecidas como as moças que atendiam ao telefone, anotavam recados, serviam cafezinho para os chefes e datilografavam relatórios das reuniões. A cada dia, a carreira ganha mais espaço no mercado de trabalho, deixando de lado o perfil burocrárico e tornando-se mais indispensável.

O curso superior de secretariado, na modalidade bacharelado, é da área de ciências sociais aplicadas e tem entre três e quatro anos de duração. A formação é bastante variada, interdisciplinar e humanista - já que é preciso lidar com pessoas diariamente. A carreira também é essencialmente (mas não exclusivamente) feminina: as mulheres representam cerca de 90% dos profissionais da área.


Papel de "co-gestora"

O perfil da secretária - ou do secretário - é de uma pessoa multifuncional e que vai atuar diretamente com os gestores e executivos de uma companhia. "É um (a) profissional que tem o domínio de pelo menos duas línguas; que conhece profundamente a organização em que trabalha; que assessora seu superior no gerenciamento da empresa e até mesmo na tomada de decisões. A imagem do profissional que servia cafezinho não existe mais", descreveu a professora Simone Dias, coordenadora do curso de secretariado da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

A mesma opinião é compartilhada pela professora Marilena Zanon, coordenadora do curso de secretariado da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). "O perfil da secretária mudou drasticamente nos últimos 15 anos. Hoje ela tem outras competências e habilidades. Hoje ela é uma articuladora, uma pessoa que tem raciocínio crítico e analítico para auxiliar seu superior na gestão da empresa. É uma co-gestora", disse.

Segundo a professora Simone, geralmente, o aluno que procura o curso superior de secretariado é aquele que já atua na área porque tem curso técnico, mas que quer um melhor posicionamento no mercado de trabalho e seguir carreira. "O aluno de secretariado quer, sim, ser um assessor executivo. E logo depois de formado o recém-formado já está apto e tem total habilidade para exercer a função de assessor", disse.

Formação do aluno

Durante o curso, o estudante terá contato com disciplinas básicas como sociologia, economia, direito, relações internacionais e administração. Entre as matérias de formação específica estão marketing, processo decisório, macro e microanálise das organizações, textos administrativos, ética, comportamento, técnicas de assessoria e de comunicação e gestão empresarial.

Os cursos de língua normalmente precisam de complementação fora da sala de aula. "O aluno não sai da universidade falando duas línguas fluentemente porque é impossível dar aulas de línguas em salas com cerca de 40 pessoas. Na prática, para um profissional ser fluente, ele precisa de aulas complementares", disse a professora Simone.

Na UFPE, por exemplo, o estudante tem duas opções de formação: na área empresarial, para profissionais que querem seguir carreira na área administrativa e na área de línguas, para pessoas que querem dominar até três idiomas diferentes.

Fonte: Portal G1
Postada em: 18/05/08
O Fonoaudiólogo
Fonoaudiólogo promove comunicação sadia e eficaz. Profissional cuida dos problemas na voz, na fala e na linguagem.

O fonoaudiólogo é o profissional da área da saúde responsável pela reabilitação dos distúrbios e das "doenças" da comunicação (problemas na voz, na fala, na linguagem), além de ser capaz de promover um modo de comunicação sadio e eficaz.

Ele pode atuar sozinho ou em conjunto com outros profissionais da saúde em pesquisas, prevenção, avaliação e terapia na comunicação oral, escrita, voz e audição. As quatro principais áreas de atuação são voz, audição, linguagem e motricidade oral.

Segundo a professora Ruth Ramalho Ruivo Palladino, diretora da Faculdade de Fonoaudiologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), na área da linguagem, o fonoaudiólogo atua tanto na habilitação de crianças com atraso de linguagem (quando o paciente troca os sons ao falar, gagueira, atraso de desenvolvimento, problemas com o vocabulário) quanto na reabilitação de pessoas que adquiriram a linguagem e a perderam por algum motivo, como por exemplo vítimas de traumatismo craniano e derrames.

Já na área da audição, o fonoaudiólogo é o responsável pela realização dos exames audiológicos, seleção e adaptação dos aparelhos de surdez e pela habilitação e reabilitação dos deficientes auditivos. Segundo a professora Ruth, os problemas de surdez podem ser congênitos ou perdas adquiridas.

Com relação aos problemas da voz, o profissional formado em fonoaudiologia atua não apenas na prevenção dos distúrbios (como rouquidão, nódulos e cistos causados pelo mau uso da voz), como também no seu tratamento. "Professores, por exemplo, são constantemente prejudicados por causa do mau-uso da voz", disse.

"O fonoaudiólogo também trabalha no aperfeiçoamento da voz de profissionais como cantores, professores, atores, locutores, advogados e telefonistas, que usam a voz como instrumento de trabalho. Também trabalham para tirar sotaques regionais", disse a professora Ruth.

Por fim, na área de motricidade oral (que trabalha a musculatura da face, da boca e da língua), o fonoaudiólogo atua para corrigir problemas relacionados à sucção, mastigação, deglutiçaõ, respiração e fala.

O curso

Em geral, os cursos de fonoaudiologia do país têm quatro anos de duração, com cerca de um ano de estágio obrigatório. As disciplinas de formação básica aparecem nos primeiros semestres do curso: sociologia, psicologia, anatomia, genética, fonética, fisiologia, fundamentos em fonoaudiologia.

As disciplinas profissionalizantes normalmente surgem no final do segundo ano de graduação: ortodontia, neurologia, audiologia, linguagem, distúrbios da voz, entre outras. "No final do curso, o aluno tem que cumprir uma carga horária de estágio supervisionado", disse a professora Lurdes Bernadete de Souza, coordenadora do curso da Universidade Federal da Bahia (Ufba).

Segundo a professora Ruth, o perfil dos alunos de fonoaudiologia é bastante mesclado. "Tem alunos que entram na faculdade decididos a trabalhar em hospitais, por exemplo. Mas isso vai mudando no decorrer do curso, onde ele passa a ter contato com novas experiências", explica.

Na opinião da professora Lurdes, o vestibulando que quer se tornar um fonoaudiólogo precisa, antes de tudo, gostar de lidar com pessoas. "Esta é uma profissão que trabalha diretamente com outras pessoas. Portanto, antes de se candidatar, é preciso gostar do que faz", orienta.

Fonte: Portal G1
Postado em: 12/05/08

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