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O Economista Doméstico
Economia doméstica busca o desenvolvimento social e da família. Curso tem mais de 50 anos, mas ainda é pouco conhecido. O profissional trabalha com atividades voltadas ao bem-estar da comunidade.
Embora o senso comum possa imaginar que o curso de economia doméstica é direcionado para formar mulheres donas-de-casa, a realidade é completamente diferente. O economista doméstico é o profissional que desenvolve atividades para alcançar o bem-estar físico e social das pessoas, famílias e comunidades. De que forma? Orientando a população sobre a manipulação e produção de alimentos, sobre administração familiar e planejando espaços da habitação e de instituições, por exemplo.
Segundo a professora Maria de Fátima Massena de Melo, coordenadora do curso de economia doméstica da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), desde 1952 o curso é considerado de nível superior no país - antes ele era de nível médio. Segundo ela, ele foi criado especialmente por causa dos serviços de extensão rural no Brasil (pós-guerra) para estimular a produção agrícola.
"O Brasil precisava de profissionais no meio rural para orientar a população sobre as necessidades básicas da família como higiene, saúde, vestuário e principalmente sobre o orçamento doméstico. Por causa do seu início na área rural, ele era voltado especialmente para as donas-de-casa, mas hoje em dia o curso não tem mais nada a ver com isso", disse a professora Maria de Fátima.
O curso de economia doméstica tem entre seus objetivos principais formar profissionais para atuar em ONGs, órgãos públicos e privados - em empresas de serviços, como hotéis, lavanderias, restaurantes, creches, sempre com foco na qualidade de vida. "Esses serviços antes eram ligados apenas ao uso doméstico. Hoje eles são feitos fora de casa e são voltados para a família, que é o foco do curso", disse Maria de Fátima.
Coletividade e qualidade de vida
Segundo a professora Sande Maria Gurgel D'Ávila, coordenadora do curso na Universidade Federal do Ceará (UFC), o profissional vai trabalhar com administração de recursos das empresas, com orçamento doméstico, com orientações para preparação de alimentos sem perda de nutrientes e sem desperdício, com trabalhos de geração de renda, com assistência à criança, sempre pensando na coletividade.
"Em um hotel, por exemplo, o economista doméstico vai trabalhar desde a elaboração do cardápio, planejando uma alimentação balanceada, sem desperdícios e com custo mínimo; na orientação dos serviços de limpeza, como ajudar na elaboração da roupa adequada a ser usada para o desempenho correto da função, quais produtos usar, como economizar recursos, entre outras atividades. Em lavanderias, ele vai orientar como é a lavagem adequada de uma roupa sem estragar os tecidos", explicou a professora Sande.
A professora Sande ressaltou que o planejamento de uma alimentação balanceada não se confunde com o trabalho de um nutricionista, por exemplo. "O nutricionista pode elaborar dietas em hospitais, por exemplo. Nós não. Nosso foco é a alimentação de pessoas saudáveis", disse. Aprendendo a cozinhar e costurar
Os alunos do curso de economia doméstica colocam a mão na massa, literalmente. Nas aulas práticas, aprendem a cozinhar e a processar os alimentos de forma a não perder as suas propriedades fundamentais. O aluno também aprende a armazenar e manipular o alimento adequadamente para evitar contaminações.
Outra disciplina prática dos estudantes de economia doméstica é na área de vestuário. Segundo a professora Sande, durante o curso os alunos têm disciplinas de conservação têxtil, em que aprendem a reconhecer todas as fibras e tecidos. O aluno também vai aprender modelagem e costura de peças básicas para o vestuário da família, como calças, saias, camisas e camisetas.
As duas professoras, no entanto, ressaltaram que a produção do alimento não é a finalidade, nem o vestuário, nem a higiene. Elas explicam que o objetivo é atingir a família e a comunidade fazendo diagnósticos e identificando as principais necessidades familiares para que, assim, possam orientar as famílias. "Esses são itens de qualidade de vida que as pessoas precisam ter acesso", explicou a professora Maria de Fátima.
O curso de economia doméstica é oferecido por sete instituições, seis delas federais e uma particular. O tempo de duração de cada um varia de 3 a 4 anos e meio.
Fonte: Portal G1 Postada em: 17/08/08
O Médico
Medicina exige muito estudo antes, durante e depois da faculdade. Curso sempre aparece entre os mais disputados nos grandes vestibulares do país; graduação tem seis anos de duração.
Nesta reportagem você vai ler sobre o curso de graduação e saber quais são as universidades mais bem conceituadas segundo o Ministério da Educação (MEC).
Para falar sobre o exercício da profissão, entrevistamos o médico Drauzio Varella, que já atendeu detentos do presídio do Carandiru, e há quase 40 anos cuida de pacientes com câncer. “Gosto de tratar de doentes graves”, diz.
Profissão
Com duração de seis anos, a graduação de medicina é a mais longa do país. A maioria dos cursos divide esse período em três ciclos de dois anos. Veja o infográfico aqui.
Ao concluir os seis anos de faculdade, o estudante ganha o diploma de médico e pode exercer atividades como consultas pediátricas e ginecológicas e fazer partos. No entanto, a maioria opta por cursar uma residência médica em uma determinada área. Essa especialização pode durar de dois anos (caso de pediatria, clínica medida e outras) até cinco, para quem escolhe neurocirurgia. Mas, em geral, são feitas em três anos, como é o caso de dermatologia e obstetrícia. É preciso passar por um processo seletivo para conseguir vaga no programa de residência de grandes hospitais.
“É desejável que a residência médica complemente os estudos de um médico. Diria que só não faz residência quem não consegue passar numa”, afirma o diretor acadêmico do curso da Unifesp, Miguel Roberto Jorge. A universidade teve nota máxima no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) do MEC no ano passado.
Em três universidades consultadas pelo G1, os vários tipos de cirurgias estão entre as residências mais escolhidas. O que não quer dizer que se trata de uma área promissora. Pessoas do setor entrevistadas preferem não indicar especialidades em ascensão porque, dizem, o mercado de trabalho na medicina está sujeito a mudanças constantes.
A dica dos especialistas é que os alunos escolham uma área pela qual tenham muito interesse. “Tem que fazer o que gosta e não o que dá muito dinheiro, porque é uma profissão que exige muito de você”, resume Joaquim Edson Vieira, secretário do centro de desenvolvimento de educação médica da Universidade de São Paulo (USP buscar). A instituição mantém o maior complexo hospitalar público do país, que é o Hospital das Clínicas.
Os formados em medicina podem trabalhar diretamente com pacientes, fazer pesquisas na área, analisar exames, fazer diagnósticos por imagens, administrar centros de saúde, ensinar, entre outras atividades.
Dedicação
Professores das universidades consultadas concordam que para ser um bom profissional na área, é preciso muita dedicação e manter-se atualizado ao longo da vida. “O aluno tem que ser muito estudioso, acompanhar as mudanças da área e ter um ensino continuado após se formar”, recomenda o professor, Ajácio Brandão, coordenador do curso da Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre (FFFCMPA buscar). A instituição, criada em1966, também ficou entre as mais bem avaliadas no Enade de 2005.
Para o professor Jorge, da Unifesp, durante a faculdade, o aluno deve “aprender a aprender sozinho”, porque a graduação dá uma formação básica em seis anos, mas o profissional precisa “continuar aprendendo durante a vida toda”, diz.
Salário
Dados do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) apontam que um residente da rede pública que trabalha 20 horas por semana ganha cerca de R$ 2.500. No setor privado, o salário é de R$ 2.300. Quem opta por trabalhar 24 horas semanais recebe cerca de R$ 2.800 em instituições públicas e R$ 2.400 nas particulares. Segundo o sindicato, uma pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que a média salarial dos médicos no Brasil é de R$ 7.000.
Fonte: Portal G1 Postada em: 10/08/08
A escolha da profissão
Para abordar o tema sobre a escolha de uma profissão, devemos considerar a escola, a família, o indivíduo e o número de carreiras que existem atualmente.
Entretanto, escolher uma carreira profissional não é tarefa simples. Traz muitas dúvidas e é algo importante, visto estarmos escolhendo o que vamos fazer boa parte da vida, num momento em que temos tantas indagações sobre ela. Não há fórmulas mágicas.
Observo que o jovem, que procura um trabalho de orientação profissional, vem com a expectativa de que o psicólogo tomará a decisão por ele, baseado em seus infalíveis testes. Muitas vezes somos procurados às vésperas de se preencher a ficha de inscrição do vestibular. Não é bem assim. A decisão é única e exclusiva do orientando e não do orientador. E os testes, quando necessários, são ferramentas valiosas para o psicólogo, sem nenhum poder decisório.
O trabalho de orientação visa que o indivíduo conheça a si próprio e as diferentes profissões, de modo a tomar uma decisão consciente e madura. Madura no sentido de que teve tempo para amadurecê-la. Portanto, um trabalho assim deverá ser inciado bem antes do último ano do ensino médio. E consciente, já que é necessário que conheça a profissão e a si próprio, dentro das reais condições para que o projeto se dê.
E como podemos fazer isso? No tocante as profissões não basta ler os diversos guias especializados. Isso ajudará a dar o primeiro passo – saber da existência de diversas profissões. Eles contêm informações superficiais, muitas vezes técnicas, e do ponto de vista de alguém. Um segundo passo é conhecer uma ou outra faculdade que oferece o curso, tendo noção das matérias e estágios oferecidos. Podendo-se conversar com estudantes sobre ele.
Para se ter boa noção de uma atividade profissional faz-se necessário conhecê-la na prática. Para isso, o jovem pode lançar mão de entrevistas com vários profissionais da mesma área. Por que vários? Pois cada profissional vai dar sua visão própria. Se nos depararmos com um insatisfeito com o que faz, provavelmente ele passará uma visão negativa, não necessariamente falsa, mas parcial. E o contrário também pode ocorrer – uma visão muito otimista.
Devemos ter em mente que cada atividade tem o lado positivo e o negativo. Para que a conheçamos de verdade temos que ter uma noção por inteiro. Se possível, participar do dia-a-dia de trabalho de um profissional da área (por exemplo, passar uma semana num escritório de advocacia, acompanhando sua rotina).
Conhecer o mercado também é importante. Pode-se começar acompanhando o caderno de emprego de jornais e até nas entrevistas com os profissionais. A facilidade ou dificuldade de colocação na área não deve ser empecilho. No entanto, a noção do mercado propiciará evitarmos frustrações. Outro aspecto necessário é termos a idéia clara do que é preciso para seguirmos determinado caminho. Isso envolve desde o custo financeiro, se há possibilidade de arcarmos ou não, até a localização das diferentes faculdades que oferecem o curso. Às vezes, chegaremos no desejado só na pós-graduação. Temos que ter os pés no chão para escolher.
E quanto ao auto conhecimento? É importante dimensionarmos o que gostamos de fazer, o que pretendemos da vida e quais são nossas habilidades intelectuais. E, é claro, com qual profissão tudo isso se encaixa. Num processo de orientação profissional, direcionado por um profissional capacitado, essas características podem ser mais fáceis de serem percebidas. Visto que hoje a orientação pode se dar, e penso ser o caminho mais eficiente, nos moldes de uma psicoterapia breve. Esta, por sua vez, restringe-se a um determinado número de sessões que será focado em um aspecto da vida da pessoa.
No caso da orientação profissional será a decisão por uma carreira. Nem todos têm essa disponibilidade, seja por tempo, dinheiro ou qualquer outro motivo. As faculdades de psicologia costumam oferecer esse tipo de serviço. De todo modo, sempre temos uma noção do que gostamos e de algumas habilidades que temos.
Se observarmos nosso histórico escolar e nossos gostos pelas matérias, já podemos ter idéia de algum caminho a seguir. Os interesses extracurriculares também ajudam. E no processo de conhecer as profissões muitos de nossos gostos e habilidades poderão ficar evidentes. O auto conhecimento é um caminho mais sutil.
Com esses cuidados, evitaremos criar falsas idéias sobre as profissões e consequentemente certas frustrações. Temos que estar atentos para não idealizarmos a carreira escolhida. O caminho para a construção de uma vida profissional é árduo.
Como deu para perceber a participação do jovem deve ser ativa para uma decisão consciente. É algo trabalhoso e demorado, não dá para tomarmos uma decisão tão séria da noite para o dia. E nem relegarmos isso para alguém ou algum teste. Pois não seria a decisão do indivíduo, mas sim a idéia que o outro tem dele. (Ana Cássia Maturano é psicóloga e psicopedagoga)
Fonte: Portal G1 Postada em: 30/07/2008
O Museólogo
Museólogo atua desde a identificação à exposição de obras. Curso mais antigo de museologia começou a funcionar em 1932. Atualmente, há sete instituições que oferecem o curso, seis federais e uma particular.
Quem pensa que museu é o lugar onde estão guardadas as velharias e os objetos antigos está enganado. "Um museu é muito mais que um depósito de acervos. Ele armazena a história e a cultura de um país", afirma o professor Ivan Coelho de Sá, diretor da Escola de Museologia buscar da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio).
Segundo o professor Sá, o objetivo do curso de museologia é formar profissionais capacitados para trabalhar em museus, em instituições de memória em geral, em locais de patrimônio cultural. Nos últimos dez anos, afirma, a carreira teve uma valorização. "Acho que descobriram a importância que existe em preservar a cultura e os museus como instrumentos sociais e educativos", disse o professor.
A professora Ana Maria Dalla Zen, coordenadora do curso de museologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) vai além. "Museu não é apenas um local de preservação da memória humana. Há preservação de artes sacras, de plantas, de animais. São diferentes áreas do conhecimento que estão sendo preservadas". Atividade dinâmica
E, segundo Ana Maria, também está enganado quem pensa que a atividade do museólogo é rotineira e cotidiana. Ele é o profissional responsável por inúmeras atividades, entre elas:
* planejar, organizar, administrar, dirigir e supervisionar os museus e exposições; * solicitar o tombamento de bens culturais; * conservar, manipular e divulgar o acervo museológico; * classificar e executar serviços de identificação dos bens culturais; * realizar perícias destinadas a apurar o valor histórico, artístico ou científico de bens museológicos, assim como a sua autenticidade.
De acordo com o professor Sá, a carreira do museólogo é bastante específica e não pode ser confundida com a de um historiador, por exemplo. "O historiador sabe pesquisar, mas não sabe coisas técnicas de como manipular um acervo, por exemplo".
Sá dá um exemplo prático da atividade do museólogo: "Quando um quadro chega em um museu, ele precisa ser higienizado, identificado, classificado, transportado adequadamente, tem que ser avaliado o índice de luz que ele vai receber. Só essa parte técnica de preservação do bem cultural é imensa", diz o professor.
"O acervo tem que conversar com o público. O museólogo avalia até que ponto um objeto consegue relacionar o passado com o presente", afirma Ana Maria.
Disciplinas
O curso de museologia está inserido na área de humanidades. Geralmente, nos dois primeiros anos de curso, o aluno tem contato com disciplinas de formação geral em ciências humanas, como antropologia, filosofia, sociologia, metodologia de pesquisa, ecologia (para quem for trabalhar em museu de ciências), patrimônio histórico.
Após esse período, o estudante tem contato com disciplinas mais específicas e ligadas diretamente à formação do profissional. São elas museologia e todas as suas subáreas como documentação, preservação, comunicação. No final do curso, há estágio obrigatório.
Atualização constante
Segundo a professora Ana Maria, um bom museólogo tem que ter uma formação básica de conhecimento bastante complexa e tem que estar constantemente informado e atualizado. "É preciso visitar museus no seu dia-a-dia. Existem convênios com museus internacionais e virtuais e o aluno precisa de atualizar", disse. Um pouco de história
O curso superior de museologia mais antigo do Brasil é oferecido pela UniRio e foi lançado por meio de um decreto presidencial em 1932. Ele começou a ser oferecido dentro do Museu Histórico Nacional do Rio de Janeiro e funcionou lá por mais de 40 anos. Era um curso técnico, mas tinha caráter universitário e as aulas eram ministradas pelos próprios técnicos do museu. Atualmente, segundo dados do Ministério da Educação (MEC), há sete instituições que oferecem o curso, seis federais e uma particular.
Fonte: Portal G1 Postada em: 22/07/08
O profissional de Teatro
Profissional do teatro tem que ser um consumidor da arte. Cursos de bacharelado são voltados para interpretação teatral e atuação.
Quem pensa que para ser atriz ou ator basta decorar um texto e entrar em cena está bastante enganado. Para chegar nesta fase de exposição é preciso enfrentar uma longa caminhada, que inclui cursos de interpretação, preparação do corpo e da voz, e mais que isso: exige muita prática, dedicação e horas de estudo.
Além dos cursos livres oferecidos por escolas tradicionais, há cursos superiores de artes cênicas e teatro que fornecem a formação básica para o profissional.
Na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), por exemplo, o curso de teatro na modalidade bacharelado é voltado para a interpretação teatral, onde o aluno vai se aprofundar em uma linha de atuação. O currículo do curso abrange matérias que abordam o estudo do corpo, da voz, teoria teatral, prática de ensino de teatro, montagem de espetáculos e várias disciplinas no eixo de interpretação para desenvolvimento de prática de pesquisas em artes cênicas.
Esse, aliás, é um dos diferenciais do curso, segundo a professora Mônica Medeiros Ribeiro, coordenadora da graduação na UFMG. "A universidade é um local de pesquisa e aprofundamento. Existem muitos cursos técnicos para formação de atores, mas é na universidade que o ator vai encontrar espaço para refletir, para se tornar um ator e pesquisador", disse.
Na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), há quatro habilitações diferentes para o bacharelado: teoria do teatro, interpretação, cenografia e direção teatral. Segundo o professor José da Costa, diretor da escola de teatro da UniRio, a graduação tem duas características.
"Somos uma escola com atividade prática intensa mas também temos a parte teórica e crítica bastante forte", disse. Costa reforçou que o eixo teórico do curso da UniRio também é bastante amadurecido. "Temos todas as condições de formar pesquisadores".
Licenciatura
Há também a possibilidade do aluno se graduar em artes cênicas/teatro na modalidade licenciatura, em que o ensino é direcionado para a formação de professores para dar aulas de teatro nos ensinos fundamental e médio. Nesse caso, na UFMG, as disciplinas do curso incluem aulas específicas para o professor, como prática de ensino do teatro, didática do ensino e uma carga horária de 400 horas de estágio em escolas (cerca de quatro meses).
Na UniRio as disciplinas são semelhantes. "Temos menos matérias de expressão corporal e mais de encenação, por exemplo. Temos também dramaturgia, onde o futuro professor vai aprender a trabalhar um texto teatral para alunos do ensino médio", disse.
Segundo o professor Costa, da UniRio, o bacharelado tem mais alunos, mas ultimamente a procura pelo curso de licenciatura está aumentando. "Acho que os alunos buscam na licenciatura a segurança no mercado de trabalho. É nas escolas que os recém-formados conseguem emprego regular de uma forma mais clara", avalia. Consumidor da arte
Segundo os professores consultados pelo G1, a profissão do artista é muito complicada, por isso o aluno precisa estar sempre atualizado para ser um bom profissional. "Quem quer ser ator ou atriz precisa participar da cultura do país, fazer cursos livres de teatro, freqüentar exposições, ir ao cinema, assistir televisão e ler muito para ter a mente aberta. Antes de ser artista ele precisa ser consumidor da arte", orienta a professora Mônica.
Segundo ela, o hábito de ir ao teatro - mesmo que seja em apresentações simples - é um diferencial para qualquer profissional. "Os vestibulandos precisam uma visão mais geral das artes em suas diversas modalidades. E para conseguir isso, é preciso viver a cultura do país", disse.
É sempre como a primeira vez
Segundo a atriz Lígia de Paula Souza, presidente do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos e Diversões do Estado de São Paulo (Sated), a magia do teatro está na emoção de pisar nos palcos como se sempre fosse a primeira vez. "Cada espetáculo é como se fosse a primeira vez. O artista tem que avançar na emoção junto com o público. Cada espetáculo é uma nova emoção", disse.
Lígia disse também que a carreira tem muitas frustrações. "O artista está muito exposto e geralmente as críticas o deixa muito vulnerável, muito fragilizado. O nosso trabalho [do sindicato] é ajudar o profissional a lidar com a fama, mas também com o insucesso", disse.
Fonte: Portal G1 Postada em: 14/06/08
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