Sábado, 04 de setembro de 2010




O profissional de Editoração
Novas mídias ampliam opções na área de editoração. Edição de livros ainda responde por grande parte do mercado. Profissional pode atuar ainda em revistas.

A produção de um livro envolve desde um projeto gráfico bem planejado até a escolha do papel certo. Os detalhes todos passam pelo crivo do profissional de editoração. Ele precisa entender não só de texto mas também de imagem. E as opções de atuação não se limitam aos livros: vão de revistas e sites a audiolivros.

"O livro ganha vida pelas mãos do profissional de editoração", afirma Plínio Martins Filho, coordenador do bacharelado em editoração da Universidade de São Paulo (USP) e diretor-presidente da Edusp (editora da USP).

De um calhamaço de textos a um projeto gráfico planejado, o livro percorre um longo caminho até chegar às prateleiras. Segundo Martins Filho, o trabalho do editor ou produtor editorial inclui revisão de texto, composição e paginação do livro e confecção da capa, entre outras atividades.

"É importante ter também noções de marketing, para fazer a divulgação do livro, e conhecimentos jurídicos, para lidar com a questão de direitos autorais", diz o professor da USP.

Novas mídias

A produção de livros responde por grande parte da área. No entanto, o mercado abre espaço para novas tecnologias, que permitem uma grande diversificação do trabalho do produtor editorial.

"As possibilidades são muitas", afirma Maria José Rosolino, coordenadora do bacharelado em produção editorial da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo.

"Além do mercado tradicional, de livros e revistas, há novas mídias, como o audiolivro, o livro-clipe, CD-Roms, CDs de música, documentários, sites, portais de conteúdo e animações em 3D [três dimensões]."

Perfil

O gosto por texto e o domínio da escrita não bastam. É preciso também ter conhecimento de imagem e programação visual. "O aluno trabalha com os principais softwares no curso, mas ele não sai um técnico em programação. Se ele quiser se aprofundar, é preciso buscar fora", explica Maria José.

No curso da USP, que acaba tendo um enfoque maior para os livros, é a mesma coisa. "É importante que o estudante tenha noções dos programas usados em editoração, até para ele conhecer os recursos e saber o que é possível ser feito, mas ele não verá nada em profundidade no curso", explica Martins Filho, da USP.

Fonte: Portal G1
Postada em: 07/12/08
O profissional de Comércio Exterior
Profissional de comércio exterior pode alavancar exportações. Para atuar na área é preciso visão global da economia. É possível também atuar com logística e contratos.

Entender dos trâmites para importações e exportações exige conhecimento não só de procedimentos burocráticos. O profissional que trabalha na área de comércio exterior deve ter uma visão global da economia, entender de logística, de transportes e também da cultura dos povos envolvidos nas transações comerciais.

O profissional formado tem amplas possibilidades de emprego, segundo o coordenador da graduação na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Roland Veras Saldanha Júnior.

“É possível trabalhar em qualquer empresa que já atue no comércio internacional ou que pretenda atuar. Não existe mais hoje uma empresa que não tenha essa perspectiva”, diz.

Na empresa, o profissional pode prospectar mercados e definir planos de ação; negociar e executar operações legais, tributárias e cambiais para importações e exportações; controlar fluxos de embarque e desembarque de produtos; providenciar documentos; identificar os melhores meios de transporte para otimizar os custos.

E o conhecimento técnico é fundamental para a área, afirma Saldanha Júnior. “O Brasil está aumentando os fluxos de comércio internacional mais devagar do que o resto do mundo. O comércio internacional exige conhecimento diferenciado. Não é possível entrar ingênuo.”

Perfil

Para Saldanha Júnior, no perfil do estudante de comércio exterior deve estar o interesse por costumes de outros povos. “O aluno tem de ter vontade de estudar, de aprender línguas, de respeitar outras culturas, se interessar por elas”, diz.

Apesar de ter carga de matemática para a apreensão dos conhecimentos de economia, o curso não exige grande afinidade com disciplina, explica o professor. “Mas o estudante tem um semestre de fundamentos de matemática e não deixa de sair com base mínima de uso de computador, de interpretação de gráficos.”

Uma dica na hora de escolher a instituição de ensino é observar a qualificação do corpo docente e a disponibilidade de biblioteca e de laboratórios com softwares utilizados na área.

Cursos

No Brasil, segundo dados do Ministério da Educação (MEC), estão cadastrados 125 cursos de tecnologia de comércio exterior. O oferecimento deles depende da instituição de ensino. Consulte aqui os cursos do país.

A carga horária mínima é de 1.600 horas – o que equivale a dois anos de graduação. Este período pode ser ampliado, se a instituição de ensino considerar conveniente.

Também existem cursos de bacharelado em comércio exterior (297 cadastrados), de administração e comércio exterior (15) e de relações internacionais e comércio exterior (dois cursos). Os bacharelados, em geral, possuem mais longa duração do que os cursos de tecnologia.

Fonte: Portal G1
Postada em: 02/11/08
O profissional de Artes Visuais
Curso de artes visuais exige criatividade e conhecimento artístico. No vestibular, candidato é submetido a teste de habilidades específicas. Aulas abrangem gravura em metal, madeira, pintura, escultura e história.

Olhar observador, criatividade, gosto pelo desenho e noções de história da arte. Essas são algumas das características esperadas do aluno que pretende ingressar no curso superior de artes visuais.

O curso de artes visuais, de acordo com o Ministério da Educação (MEC), foi instituído oficialmente em 1973, como curso de educação artística, com habilitações em artes plásticas, artes cênicas, música e desenho.

Foi apenas em julho de 2008 que o nome artes visuais passou a ser usado, como forma de ampliar as linguagens artísticas atendidas no currículo. Algumas faculdades, no entanto, ainda oferecem o curso com a nomenclatura de artes plásticas, como é o caso da Escola de Comunicação e Artes (ECA), da Universidade de São Paulo (USP).

O que se aprende

“O aluno aprende desde técnicas de xilogravura até design ou vídeo. Além disso, o curso oferece a parte teórica, com aulas de história da arte e crítica, e as disciplinas práticas, com aulas em ateliês com todas as linguagens: gravura em metal, madeira, tecido, pintura, escultura e cerâmica, por exemplo”, afirma a coordenadora do curso de artes visuais da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Heliana Ometto Nardin.

Na hora de prestar vestibular, o candidato a uma vaga no curso de artes visuais é submetido, geralmente, a um teste de habilidades específicas. A avaliação pode exigir desde reflexões sobre obras de arte e contextualizações históricas até desenhos e testes de percepção e observação.

“A idéia não é ensinar ao aluno especificamente um traço, como no caso de um curso de desenho. O objetivo do curso de arte é oferecer ao aluno ferramentas para que ele desenvolva sua própria forma de criar e de se expressar, na linguagem em que ele se sentir mais a vontade”, diz Cláudio Mubarac, professor de desenho e gravura do curso de artes plásticas da USP.

Segundo o MEC, o curso deve ter duração mínima de três ou quatro anos. No total, de acordo com o site www.educacaosuperior.inep.gov.br, do ministério, 101 cursos de artes visuais são oferecidos pelo país.

Áreas de atuação

O artista recém-formado pode optar por diversas áreas de atuação, sempre aproveitando as habilidades relacionadas à criatividade e às técnicas artísticas. No caso de escolher a licenciatura, o artista pode trabalhar na formação e na qualificação de outros profissionais, como professor de artes em escolas ou em cursos livres.

O bacharel geralmente trabalha com seus próprios projetos, na linguagem com que mais se identificou durante o curso superior, ou opta por trabalhar em exposições, secretarias de cultura, museus, escritórios de design e galerias de artes.

“Tem muitos alunos que acabam descobrindo uma paixão ou uma habilidade inesperada durante o curso de arte e, depois de formado, aplica o que aprendeu nessa área que descobriu, como é o caso do cinema ou da comunicação, por exemplo”, diz Mubarac.

Fonte: Portal G1
Postada em: 12/10/08
O Tecnólogo em petróleo e gás
Tecnólogo de petróleo e gás vai se beneficiar com novas reservas. Profissional pode atuar na extração, refino e distribuição dos recursos. Duração do curso é menor e voltada para a aplicação imediata.

Com os anúncios das reservas de petróleo e gás na camada pré-sal, localizada em águas profundas (entre 5 mil m e 7 mil m abaixo do nível do mar), há boas perspectivas de abertura de postos de trabalho na cadeia produtiva desses dois recursos.

“A perspectiva não podia ser melhor para o tecnólogo. A tendência é de crescimento bastante grande e imediato”, afirma o professor do curso de tecnologia em petróleo e gás do Centro Federal de Educação Tecnológica de Campos (Cefet-Campos), Gladstone Peixoto Moraes. No Cefet-Campos, o curso é oferecido na unidade de Macaé, no Rio de Janeiro.

As possibilidades de trabalho na cadeia produtiva são muitas e dependem da formação do profissional. O tecnólogo pode trabalhar na exploração, na transformação e até no aproveitamento do petróleo e do gás natural. Assim, os postos de trabalho vão desde as empresas de engenharia que perfuram os poços até refinarias e petroquímicas.

“Alguns dos cargos que o tecnólogo pode exercer são analista de controle de qualidade, de logística, de processos industriais, de risco ambiental, operador de distribuição. No mercado esses profissionais já estão sendo absorvidos”, afirma a coordenadora do curso de tecnologia em petróleo e gás da Universidade Católica de Santos (Unisantos), Adriana Florentino de Souza Leoni. A graduação é ministrada na cidade de Santos no estado de São Paulo.

Engenharia ou tecnologia

“O curso de tecnólogo pretende atender a demanda por mão-de-obra especializada de maneira mais ágil”, afirma Moraes. “O curso de tecnólogo é focado na atividade. Ele estuda o que é necessário para a aplicação.”

De acordo com o professor, a diferença entre o curso de tecnologia e o de engenharia é a extensão do conteúdo estudado. “O engenheiro estuda três ou quatro cálculos, de maneira mais horizontalizada. O engenheiro também aprende diversos aspectos da física. Já o tecnólogo aprende o que vai exercer”, diz.

A formação

Ao todo, segundo dados do Ministério da Educação (MEC), existem 56 cursos de tecnologia de petróleo e gás no Brasil – a maior parte localizada no estado do Rio de Janeiro. De acordo com as regras do curso, a formação acontece em três anos, com duração mínima de 2.400h.

Cada instituição oferece um foco, de acordo com as necessidades do mercado local. O Cefet-Campos, por exemplo, é voltado para a atividade de exploração dos recursos. Já a formação da Unisantos é generalista – pois a região já tem um pólo petroquímico e terá também desenvolvimento de exploração do recurso.

Também varia a exigência de estágio e de trabalho de conclusão de curso. O que é comum é a necessidade de visitas técnicas a empresas durante a formação.

O curso

Quem ficou empolgado com a possibilidade de bons empregos no futuro deve analisar se tem aptidão para o curso. Segundo Adriana, é importante ter afinidade com ciências exatas. “Nos dois primeiros semestres o estudante vai ter disciplinas básicas para levar o curso. Elas são do tripé química, física e cálculo”, aponta.

Ao mesmo tempo, de acordo com a coordenadora, também não é possível dispensar completamente a redação e a escrita. “A forma que temos para nos comunicarmos são relatórios dos projetos, por isso, vai ser preciso escrever.”

Fonte: Portal G1
Postada em: 05/10/08
O Contador
Contábeis tem mercado de trabalho diversificado e boa empregabilidade.
Lei exige que toda empresa tenha um contador. País conta com 5,1 milhões de unidades, e 200 mil profissionais.

Gostar de matemática e ser bom nas ciências exatas não são requisitos obrigatórios para ser um contador, garantem profissionais da área. Ter raciocínio lógico e saber se comunicar bem são características que se encaixam melhor no perfil do profissional de ciências contábeis.

O contador é a pessoa responsável por fazer o registro contábil de uma empresa, acompanhar os dados e indicar qual regime tributário a instituição deve seguir, orientando o pagamento de impostos e a divisão de recursos entre os sócios.

Profissional obrigatório em todas as empresas do país, das micro aos grandes conglomerados, o contador tem um mercado de trabalho que hoje conta com 5,1 milhões de entidades no país. Dessas, 98% são micro e pequenas, segundo dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

As possibilidades de emprego são bem maiores que o tamanho da categoria que possui cerca de 200 mil bacharéis atuando na área, de acordo com o Conselho Federal de Contabilidade (CFC). “É um dos melhores mercados de trabalho. Melhor que administração e economia, que são áreas afins”, afirma a professora Christianne Calado Vieira de Melo, coordenadora do curso da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE buscar). Segundo ela, muitos dos alunos já terminam o curso empregados.

As áreas de atuação são diversificadas e oferecem diversas possibilidades. O estudante pode optar por abrir seu próprio escritório, atuar em empresas ou tentar um concurso público. Veja as opções no infográfico abaixo.








































Segundo profissionais do setor, cada vez mais o mercado exige que o contador tenha uma visão global da empresa e seja capaz de auxiliar o gestor nas decisões. “A contabilidade é um instrumento de gestão. O contador deve ter o papel de consultor do empresário”, afirma José Antônio de França, presidente da Fundação Brasileira de Contabilidade.

De acordo com profissionais do setor, um bom contador deve ter conhecimento multidisciplinar, saber interpretar dados e ser capaz de sugerir medidas necessárias ao melhor funcionamento da empresa. “Ele detém a informação e deve buscar melhorar a saúde financeira do empreendimento”, diz a presidente do conselho federal, Maria Clara Bugarim.

Outra característica destacada como essencial é a ética no trabalho. Os balanços contábeis e auditorias feitas por um profissional devem refletir a realidade da situação financeira da instituição. “Tem que ser um profissional compromissado em informar à sociedade sobre a receita patrimonial correta de uma empresa”, explica o professor Valmor Slomski, coordenador da graduação da Universidade de São Paulo (USP buscar), primeira curso superior do país na área.

Não é preciso amar cálculo

Ao contrário do que muitos pensam, para fazer o curso de ciências contábeis não é preciso ser especialista em matemática, segundo professores e profissionais entrevistados pelo G1. “A pessoa vai usar o básico, as quatro operações, regra de três, razão e proporção”, diz o professor Antonio Miguel Fernandes, que ensina na Faculdade Moraes Júnior-Mackenzie Rio, é presidente do Conselho Regional de Contabilidade (CRC) desse estado e ocupa o cargo de gerente de auditoria do BNDES.

O aluno tem disciplinas de matemática apenas no ciclo básico, quando também são vistos conceitos de administração, economia, direito e fundamentos de contabilidade. Na parte profissional, os estudantes aprendem sobre as várias áreas da profissão.

A partir do quarto ou quinto períodos, dependendo da universidade, os professores aconselham os alunos a procurar um estágio. “É importantíssimo vivenciar a realidade na empresa, eles aprendem muito com o dia-a-dia no trabalho”, aconselha a professora Christianne Calado Vieira de Melo, coordenadora do curso da UFPE. No fim do curso, cuja duração varia de oito a nove períodos, os estudantes devem fazer uma monografia.

Fonte: Portal G1
Postada em: 28/09/08

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