Quarta-Feira, 19 de novembro de 2008




Governo e indústria fecham acordo sobre diesel com menos teor de enxofre
O governo federal e representantes de indústrias de combustível e automobilística assinaram uma acordo na quinta-feira (30) que estabeleceu o cronograma para implantação do diesel com menor teor de enxofre na frota de veículos pesados no país. O TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) foi assinado após a indústria afirmar que não conseguiria implantar a modificação completa já para 1º de janeiro de 2009.

A nova agenda estabelece que a partir do primeiro dia do ano que vem passa a ser obrigatória a utilização do diesel S-50 --menos poluente, com concentração de 50 partes por milhão de enxofre-- nas frotas cativas de ônibus urbanos dos municípios de São Paulo e Rio de Janeiro.

Até 2011, a obrigação passa a valer para as cidades de Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e para as regiões metropolitanas de São Paulo, da Baixada Santista, Campinas, São José dos Campos e Rio de Janeiro.

O TAC foi firmado entre o MPF (Ministério Público Federal), governo federal e representantes da Petrobras, da Fecombustível (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes), da ANP (Agência Nacional de Petróleo), do governo do Estado de São Paulo, da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) e das montadoras de motores.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, as montadoras de veículos e motores e a indústria do petróleo alegaram falta de tempo e de logística para disponibilizar no mercado combustível no volume e antecedência necessários. Além disso, teriam explicado que não haveria como garantir a distribuição em postos localizados em regiões mais distantes que permitisse a um veículo percorrer o território nacional abastecendo com o óleo diesel modificado.

Pelo acordo firmado, a Petrobras, a partir de 1º de janeiro do próximo ano, substituirá totalmente a oferta do diesel atualmente utilizado, com 2 mil partes por milhão (ppm) de enxofre, por um novo diesel que conterá 1.800 ppm. A partir de janeiro de 2014, será totalmente substituída a oferta de diesel com 1800 ppm de enxofre por um com 500 ppm.

Fonte: Folha Online
Postada em: 02/11/08
Meio ambiente cada vez mais presente na prova do vestibular
O meio ambiente é o assunto do momento. Além de marcar presença na redação, ele aparece nas questões objetivas e dissertativas dos vestibulares e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que esse ano abordou o tema na redação e em algumas das 63 questões da prova. Os cerca de quatro milhões de estudantes que fizeram a avaliação tiveram de dissertar sobre o desmatamento na Amazônia, escolhendo entre três medidas sugeridas para interferência no ciclo de chuvas na floresta. Desde 1998, quando o exame foi criado, a área ambiental já apareceu outras sete vezes na redação.

" Esse ano não deve ser diferente, o assunto meio ambiente deve ser questionado em vários vestibulares (Fábio Tadeu) "

Candidatas de primeira viagem, as estudantes Débora Alves dos Santos, 17 e Joana Keller Cantão, 18 anos, estavam certas quando aproveitavam os minutos antes da abertura dos portões para a prova do Enem, revendo o conteúdo sobre meio ambiente.

- Estudamos muito com base nas provas anteriores. Então resolvemos fazer um resumo dos assuntos que mais caíram nas outras avaliações e trouxemos para dar uma última olhada antes da prova. Acho que tive um bom resultado. Caiu basicamente tudo que estudei - diz Débora satisfeita com o desempenho na avaliação.

Para o professor de geografia do Colégio Aplicação da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Cap-Uerj) Fábio Tadeu, a interdisciplinaridade é um motivo pelo qual o tema está presente em vários concursos.

- Esse ano não deve ser diferente, o assunto meio ambiente deve ser questionado em vários exames de vestibular. Um exemplo é a avaliação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que tem como hábito colocar em cerca de 60% de suas questões a interação do homem com o espaço físico - afirma.

" Melhor não se dedicar somente a um assunto. O vestibulando tem que estar preparado para tudo (Pedro Barreto) "

Segundo Fábio Tadeu, o tema é vasto e pode ser abordado em várias disciplinas, como química, física, biologia, história e inglês.

- Existe ainda a possibilidade de o assunto ser incluído também em matemática através da utilização de dados estatísticos de pesquisas, que podem ser abordados em cálculos matemáticos - diz.

Apesar do assunto meio ambiente prometer ser um dos grandes destaques dos vestibulares deste ano, os candidatos a uma vaga na universidade não devem apostar todas fichas nele. Segundo Pedro Barreto Vinhas, um dos primeiros colocados no processo seletivo 2008 da UFRJ, os candidatos também devem dar atenção a outros temas.

- Melhor não se dedicar somente a um assunto. O vestibulando tem que estar preparado para tudo - recomenda.
Interdisciplinaridade nas escolas

Alguns cursinhos pré-vestibulares realizam aulões interdisciplinares focando a temática do meio ambiente.

- Na biologia procuramos abordar o problema natural causado pelo desmatamento e a geografia relaciona o assunto a economia, a política e etc - explica o professor de geografia do Colégio e curso PH Cláudio Ribeiro Falcão, afirmando que meio ambiente é constantemente lembrado em vários concursos.

Trabalhar a interdisciplinaridade nas escolas de ensino médio é a receita do professor Fábio Tadeu para aproximar os alunos do conteúdo da prova de vestibular.

- Grande parte dos colégios não ensina dessa forma. Aulas com base na interdisciplinaridade aproximam o aluno do conteúdo do vestibular, além de forma estudantes mais completos. Que saibam aplicar os conteúdos apreendidos no seu dia-a-dia. Hoje vivemos num mundo globalizado, logo nossa realidade não pode ser segmentada - justifica.

Fonte: O Globo Online
Postada em: 12/10/08
São Francisco abre as portas do museu mais verde do mundo: California Academy of Sciences
São Francisco, que já outorgou o poder às flores, empunhou a bandeira da liberdade de opção sexual, hoje reafirma sua vocação inovadora materializando a paixão californiana por questões ligadas à sustentabilidade, e inaugura o museu mais verde do mundo, uma referência no uso de tecnologias sustentáveis para estruturas de uso público. A assinatura do arquiteto genovês Renzo Piano, ganhador do Prêmio Pritzker, avaliza o projeto, que custou quase meio bilhão de dólares.





























Instalada neste novo prédio no Golden Gate Park, onde cada detalhe de sua estrutura e funcionamento foi planejado seguindo conceitos de reciclagem e sustentabilidade, a Academia de Ciências da Califórnia (California Academy of Sciences, CAS) dá prosseguimento a sua missão de "proteger, explorar e proteger a vida natural". Seu novo prédio resulta num museu que dispensa o uso de ar-refrigerado central, com flores e plantas no telhado e paredes compostas de restos de calças jeans, entre outras curiosidades.

Além do projeto inovador de Renzo Piano em colaboração com Stantec Architecture,, internamente o CAS tem atrações de sobra para o visitante. Reúne numa só estrutura Aquário, Planetário, Museu de História Natural, floresta tropical indoor, além do 'telhado-vivo'. O prédio concentra os departamentos da academia, antes divididos em 12 prédios, construídos ao longo de oito décadas, numa construção totalmente integrada ao seu novo endereço, cercada pelo verde do Golden Gate Park.





























Cerca de 38 mil animais já se mudaram para as novas instalações do museu e estão a postas para a abertura no próximo sábado, dia 27: de uma colônia de pingüins africanos, peixes exóticos australianos, borboletas, e um esqueleto de baleia azul com mais de 24 metros estão entre os destaques do que os visitantes encontram no museu.

- O telhado, onde mais de um milhão de mudas foram plantadas contribui para baixar a temperatura no interior do prédio, porque as plantas absorvem os raios do sol. Além disso, as janelas têm sensores de temperatura que comandam sua abertura e fechamento automaticamente - disse Richard Peterson, diretor de vendas para a Industria de Viagens da Calfornia Academy of Sciences, ao avisar que por isso, o museu dispensa o uso de um sistema de ar refrigerado central.

O "telhado-vivo" é um ícone do museu. Coberto por plantas nativas da Califórnia e espécies selvagens, em sua topografia em auto-relevo agrupa sete 'montanhas' que harmonizam com a topografia do parque. Internamente, estes 'montes' correspondem a áreas de exposição dentro do museu: planetário, a floresta tropical, aquário. As plantas no telhado permitem a absorção de 60% da água da chuva. Isso, somado ao uso de água do Oceano Pacífico no aquário, e ao reuso de água da cidade de São Francisco nos sistemas que abastecem o prédio, fazem do projeto da CAS também um modelo em eficiência do uso da água.






























Piano tinha como idéia criar uma noção de transparência e conectividade entre o prédio e o parque através da seleção criteriosa de materiais e arranjo espacial. O vidro é material usado ostensivamente nas paredes externas, possibilitando aos visitantes observar também a área verde do parque. De fabricação alemã as vidraças utilizadas são conhecidas por sua intensidade de transparência.

- Geralmente, museus não são transparentes. São opacos, fechados. São como um reino de escuridão e o visitante se sente preso em seu interior, como numa armadilha. Você não vê onde está. Mas nós estamos no meio de um belíssimo parque, o Golden Gate Park, então você vai quere olhar lá fora e ver onde está - explica Renzo Piano, responsável também pela planta do Centro Georges Pompidou e a reconstrução da Postdamer Platz em Berlim.

O Steinhart Aquarium será um dos mais interativos e de maior biodiversidade entre os que existem no mundo. As cores que exibições da vida marinha costumam oferecer serão intensificadas pela entrada de luz natural e raios de sol diretamente no aquário sobre os recifes de corais. Uma ponte de vidro otimizará a visualização de espécies que fazem sucesso, como tubarões, arraias e tartarugas-marinhas.




























Com o uso das tecnologias mais avançadas disponíveis, o novo Morrison Planetarium do CAS promete criar experiências de imersão sem precedentes aos visitantes. Com capacidade para 300 espectadores e um novíssimo projetor digital e programas beneficiados pelos últimos avanços na tecnologia da indústria de videogames permitirão aos visitantes escolher a sua viagem interplanetária virtual, que pode ser uma visita a Marte, a planetas extra-solares, ou outras aventuras espaciais, tais como transmissões ao vivo sobre lançamentos da Nasa.

" Museus costumam ser como um reino de escuridão e o visitante se sente preso como numa armadilha. Mas, no meio do Golden Gate Park, você vai quer olhar lá fora e ver onde está (Renzo Piano) "

Richard Peterson , o diretor de vendas do museu, diz também que no teto, as janelas-basculante, além de se abrirem para refrigerar o ambiente, têm células para a captação de energia solar embutidas no vidro.

- Cerca de 20% da eletricidade usada no prédio vêm da energia solar.

O prédio é feito de materiais recicláveis. As paredes são revestidas com um composto que inclui material de jeans reciclado para isolamento térmico.

- Do concreto e aço usados na estrutura, 50% são reciclados de outras construções e projetos - acrescenta Peterson.

- Nosso objetivo foi criar uma nova instalação que não vai apenas apresentar poderosas exibições, mas que será ele mesmo uma atração, inspirando os visitantes a conservar os recursos naturais e ajudar a preservar a diversidade da vida na Terra - acrescentou Gregory Farrington, diretor executivo da Academia de Ciências da Califórnia.
Serviço:

O California Academy os Sciences fica no Golden Gate Park (55 Concourse Drive). Tel.: (415) 379-8000. www.calacademy.org

Ingressos: US$ 24,95 (adultos); US$ 14,95 (crianças); US$ 19,95 (sênior). Grátis para menores de 6 anos. Entrada franca na terceira quarta-feira de cada mês.

Visitação: De segunda-feira a sábado, das 9h30m às 17h. Domingo, das 11h às 17h. O ingresso dá direito às atividade regulares do museu, incluindo shows do planetário entre outros.

Fonte: O Globo Online
Postada em: 05/10/08
Emergentes emitem "mais da metade" de CO2, diz estudo
Os países em desenvolvimento respondem atualmente por mais da metade das emissões de carbono do mundo, segundo um estudo divulgado nesta sexta-feira pelo consórcio GCP (Global Carbon Project).

De acordo com o relatório Carbon Budget and Trends 2007 (Orçamento do carbono e tendências), até 2005 os países ricos eram os responsáveis pela maior parte das emissões de CO2 produzidas pelo homem.

"Hoje, os países em desenvolvimento respondem por 53% do total", dizem os cientistas.

Segundo o relatório, o maior aumento das emissões veio de países como China e Índia. Em 2006, a China ultrapassou os Estados Unidos e se tornou o maior emissor mundial de carbono. E a Índia poderá se tornar em breve o quarto maior emissor ao passar a frente da Rússia, afirma o relatório do GCP.

O estudo aponta que as emissões de carbono contabilizaram 10 milhões toneladas em 2007. Sozinha, a queima de combustíveis fósseis respondeu por 8,5 bilhões de toneladas e o restante foi proveniente do uso inadequado da terra, principalmente do desmatamento.

O trabalho, assinado por oito cientistas, também concluiu que as emissões oriundas da queima dos combustíveis fósseis nos últimos sete anos são quatro vezes maiores do que as da década passada.

A devastação das florestas tropicais provocou emissões de 1,5 bilhão de toneladas de carbono no ano passado. América Latina e Ásia responderam por 600 milhões toneladas e a África por 300 milhões.

Degradação

Os números divulgados pelo GCP ainda mostram que as concentrações atmosféricas de dióxido de carbono aumentaram 2,2 partes por milhão (ppm) em 2007, atingindo 383 ppm. Em 2006, o aumento havia sido de 1,8 ppm.

Segundo os cientistas, ao atingir 383 ppm no ano passado, a concentração de CO2 estava 37% acima da que teria sido registrada em 1750, início da Revolução Industrial.

"A concentração atual é a maior nos últimos 650 mil anos e, muito provavelmente, nos últimos 20 milhões de anos", diz o documento.

O estudo, que será apresentado nesta sexta-feira em conferências simultâneas em Paris e em Washington, ainda concluiu que o índice anual de emissões aumentou desde o início do milênio.

Entre 2000 e 2007, o aumento médio anual das emissões foi de 2,0 ppm. Nos anos 70, este número foi de 1,3 ppm, na década de 80 de 1,6 ppm, e nos anos 90 de 1,5 ppm.

Ainda de acordo com o relatório, as bacias naturais, como oceanos e florestas, tiveram sua capacidade de seqüestrar carbono reduzida em 5% nos últimos 50 anos, uma degradação que, segundo os especialistas "continuará no futuro".

Fonte: Folha Online
Postada em: 28/09/08
Gelo marinho ártico é o 2º menor da história
Agora é oficial: o gelo marinho no Ártico atingiu em 2008 sua segunda menor extensão já registrada, 4,52 milhões de quilômetros quadrados. Embora seja 9,4% maior que o recorde de degelo de todos os tempos, batido em 2007, essa extensão sinaliza uma forte tendência de declínio, o que pode significar um pólo Norte sem gelo no verão num futuro próximo.

A estação de degelo foi considerada encerrada ontem pelo NSICD (Centro Nacional de Dados de Gelo e Neve) dos Estados Unidos, que monitora o estado da banquisa. A partir da segunda quinzena de setembro, quando começa o outono no hemisfério Norte, o gelo marinho começa a se recongelar.

Apesar de afastado o temor de um novo recorde, a extensão da banquisa ficou 33% abaixo da média observada desde 1979, quando começaram as medições com satélites.

E, neste ano, tornou-se possível pela primeira vez circunavegar o Ártico. Tanto a Passagem Noroeste (entre a Europa e a Ásia via Canadá) quanto a Rota Marítima Norte (pela costa siberiana) se abriram.

"Não estamos num mínimo como o do ano passado, mas estamos abaixo de qualquer coisa que tivemos no passado", disse Walt Meier, do NSIDC.

O gelo ártico é um fator de regulação do clima global. A diferença entre o ar frio dos pólos e o ar quente no Equador põe em marcha as correntes marinhas e os ventos. O gelo marinho ajuda a manter o frio no pólo Norte, porque rebate a radiação solar de volta para o espaço. Quando a banquisa derrete, a água escura absorve radiação, aumentando mais o calor.

O degelo de 2008, para Meier, é de certa forma mais grave que o de 2007, porque 2008 foi mais frio no norte.
"Em termos de clima no longo prazo, isto não é uma recuperação de forma alguma", ele disse. "A tendência de longo prazo é ladeira abaixo, e ela está ficando mais íngreme."

Os cientistas atribuem o degelo ao aquecimento global. "Isso é uma indicação de que não se trata de nenhum ciclo temporário. É mais uma indicação de que estamos chegando ao ponto em que teremos o gelo marinho completamente derretido, nas próximas décadas ou talvez antes."

Fonte: Folha Online
Postada em: 19/09/08

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