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Emoticons refletem diferenças culturais, diz estudo
A rede mundial pasteurizou muitos costumes locais, mas as janelas da alma continuam a ser abertas de formas diferentes no Ocidente e no Oriente.
De acordo com estudo das universidades de Hokkaido (Japão) e de Alberta (Canadá), americanos e japoneses expressam alegria e tristeza por meio de seus teclados nos chats usando símbolos diferentes.
Esse comportamento reflete as diferenças culturais das duas regiões e mostra que traços tradicionais dos povos continuam bem delineados, mesmo com a integração promovida pela internet.
Um dos pontos de pesquisa dos estudiosos foram os emoticons, rostos básicos feitos com caracteres do teclado.
Os desenhos dos internautas japoneses expressam os sentimentos de seus autores por meio dos olhos. Os americanos expressam a alegria e a tristeza modificando a posição da boca dos seus emoticons.
"A comunicação pela internet mostra importantes diferenças no intercâmbio cultural do reconhecimento de emoções, uma vez que as pessoas tendem a olhar para os formatos dos olhos e da boca para julgar as emoções de terceiros", explicou o psicólogo da Universidade de Hokkaido, Masaki Yuki, em entrevista por e-mail à Folha.
Yuki reconhece que os emoticons são mais usados por adolescentes, mas enxerga na moda da internet uma maneira de entender melhor o comportamento dos povos.
"Tanto o Japão quanto o Brasil são considerados países com culturas coletivistas, mas a natureza desses coletivos podem ser diferentes. Os brasileiros são mais abertos e diretos, enquanto os japoneses são mais retraídos e indiretos. Creio que as pessoas tendem a olhar primeiro para a boca de seus interlocutores em países onde a expressão facial é mais aberta", disse Yuki.
Fonte: Juliano Barreto, da Folha de São Paulo
Games modernos exigem configuração avançada do PC
Os jogos modernos são, para a informática, o mesmo que a F-1 representa para os automóveis. É por causa dos ousados lançamentos no mundo dos videogames que boa parte das inovações tecnológicas dos PCs ganha versões para o público doméstico.
As necessidades de exibir gráficos mais bonitos e de armazenar e processar muitos dados ajudaram a levar até os usuários os leitores de CD-ROM e os processadores de múltiplos núcleos e a justificar o uso de velocidades maiores no acesso à banda larga.
Qualquer computador básico consegue dar conta de um navegador e de um processador de textos, mas só um modelo topo de linha é capaz de exibir com riqueza de detalhes toda a sofisticação da última safra de games.
Para jogar títulos recém-lançados, como Battlefield 2142 e Command Conquer: Tiberium Wars, é preciso ter alguns gigabytes livres no disco rígido, um processador veloz, uma memória farta e uma boa placa de vídeo.
Conservadoramente, é possível dizer que micros com menos de 1 Gbyte de memória e sem uma placa de 128 Mbytes estão fora da brincadeira.
O simulador de corridas Test Drive Unlimited, por exemplo, exige uma placa de vídeo com 256 Mbytes e um processador de 2,4 GHz como requisitos mínimos para funcionar .
No mercado atual, a última palavra em velocidade para os fanáticos por games são os processadores quad core, com quatro unidades de processamento. Máquinas equipadas com esse tipo de chip também vêm com memória farta e placas aceleradoras de alto desempenho.
O preço de todo esse poder de fogo é relativamente alto. Com os cerca de R$ 6.000 necessários para a compra de uma máquina com quad core, é possível levar para casa um videogame de última geração e, com o troco, comprar alguns jogos originais.
A longo prazo, essa economia pode não valer muito a pena. Os computadores para games, apesar do preço salgado, têm mais opções de acessórios e podem ser facilmente turbinados com peças de várias marcas.
Instalar placas de vídeo e pentes de memória é tarefa fácil, que não exige o acompanhamento de um técnico. E, por meio dos populares conectores USB, os micros podem usar joy-sticks, manches e volantes para tornar os games mais realistas.
Fonte: Juliano Barreto, da Folha Online
Fraude no Messenger
Programa de mensagens instantâneas permite seqüestro de informações
O MSN é um dos programas de mensagens instantâneas mais populares do mundo. Com a popularização e praticidade, vieram também os riscos de fraude. Frases secretas com vírus, phising scan, e-mail com links pedindo informações ou seqüestro delas são as maneiras mais comuns de invasão ao MSN. Qualquer pessoa poder ler tudo o que se escreve em chats no Messenger, desde que esteja numa lan house ou na rede interna de onde o MSN é utilizado sem que ninguém saiba.
Para ler os diálogos, basta baixar da internet o programa MSN Sniffer, onde a leitura indevida das mensagens acontece porque os dados digitados trafegam abertamente pela rede, sem nenhum tipo de criptografia. Para proteção, é só usar o e-messenger no “secure mode”. Ao acessar a página principal do e-messenger, acima do botão de “login”, selecionar a opção “secure mode” e estará com conexão https segura, a mesma usada pelos sites de bancos, que impossibilita tentativas de espionagem.
O seqüestro do MSN, ou clonagem, como alguns denominam a manobra, se dá a partir da técnica simples, que consiste na descoberta da resposta da frase secreta cadastrada no momento da criação da conta. “Como a maioria das pessoas que faz o cadastro procura frases secretas de fácil dedução das respostas, fica muito simples o acesso indevido ao MSN de outra pessoa”, explica o professor da Universidade Salgado de Oliveira (Universo) Luciano dos Reis. Ele é certificado pela Microsoft e especialista em Redes e Segurança da Informação e garante que o mais seguro é usar frases secretas de difícil dedução e ficar atento à segurança.
Outra maneira de o MSN ser invadido é quando o atacante pode convencer o usuário a adicioná-lo em sua lista de contatos e depois lhe enviar um arquivo de imagem que explora uma vulnerabilidade do Messenger, obtendo controle total sobre o sistema afetado. Para evitar transtornos, o ideal é ter contatos confiáveis e conhecidos na lista principal do programa, além de senhas seguras, com números, letras (maiúsculas e minúsculas) e caracteres especiais ( #$%).
“Quando um contato enviar algum arquivo, pergunte o que é antes de aceitar e abrir. Se for arquivos ‘.pif,.scr,.bat,.com,.exe’, recuse-o. Mantenha o antivírus atualizado. Desabilite a exibição de emoticons para falar com alguém desconhecido ou suspeito”, adverte o professor. Não é seguro confiar em mensagens sobre novas versões do MSN chegadas por e-mail, mensagens que pedem para enviar login com respostas e/ou clicando em links para reativar seu Messenger. Segundo ele, o sistema deve ser atualizado de acordo com as recomendações do fabricante. E não usar mensagens instantâneas para informações confidenciais ou sigilosas.
O advogado, conferencista e empresário Diogo Raíza, 29, usa o MSN não só para questões pessoais, mas inclusive para assuntos profissionais. Por isso, precisa trafegar pela rede informações sigilosas. Inclusive o primeiro contato profissional que teve para o início de sua carreira foi pelo MSN. “Faço pedidos para minha empresa, tiro dúvidas e ministro pequenas palestras por mensagens”, explica.
Diogo conta que nunca ocorreu nenhum tipo de invasão ao seu Messenger, mas as tentativas foram muitas. “Sempre recebo links, novos contatos desconhecidos ou artifícios que sei que são vírus para invadir o PC”, diz. Para evitar o “seqüestro” de seu MSN, ele tem dois antivírus, um bloqueador de pop-up, um firewall e não adiciona ninguém que não conheça.
Diogo se defende e se mantém precavido. Para tanto, sempre procura se informar para não ser pego de surpresa. “Trabalhar no MSN não é para iniciantes. Conhecidos meus já tiveram o MSN invadido a ponto de perderem todos os contatos. Eu, que faço encomendas para a empresa e tenho contatos profissionais no MSN, se ele fosse clonado ou invadido, os efeitos pessoais e principalmente profissionais seriam catastróficos”, ressalta.
O professor da Universo lembra ainda que anexos de arquivos contaminados enviados em mensagens instantâneas conseguem penetrar firewalls com mais facilidade do que os enviados em emails. Em alguns casos, o ideal em um diálogo pelo computador é simplificar as mensagens, ser direto e saber quando encerrar a conversa.
Fonte: Rhudy Crysthian, do Diário da Manhã
Rede de relacionamento Tagged cresce como uma praga
A rede social Tagged, registrada na web desde 2004, não possui novidades ou atrativos. O site é uma mistura mal-acabada de Orkut com MySpace --os dois mais populares neste ramo de relacionamentos virtuais. A história da web passaria por cima do Tagged sem dar conta de sua existência, não fosse um fenômeno que faz o site crescer e ganhar usuários em progressão geométrica desde o final de 2006.
O segredo do sucesso? O Tagged é uma praga virtual. Sua expansão vertiginosa se dá por meio de um poderoso e incômodo instrumento de agregar usuários: o spam. (A tempo: spams são malas diretas virtuais que atazanam a vida de qualquer pessoa que tente organizar sua caixa de e-mails de modo decente. Os "spammers" disparam de propagandas --como o clássico "aumente seu pênis!"-- a vírus).
Fonte: Diógenes Muniz, da Folha Online
Site da ABL cria serviço on-line para tirar dúvidas de português
A partir desta segunda-feira (9), a ABL (Academia Brasileira de Letras) vai disponibilizar ao público um serviço on-line, o "ABL Responde", que atende dúvidas de internautas sobre a língua portuguesa.
Para ter acesso, basta mandar um e-mail à equipe executiva da academia, dirigida por Sergio Pachá e coordenada pelo acadêmico Evanildo Bechara.
O serviço promete responder a todas as dúvidas sobre pronome, significado das palavras, flexão verbal e nominal ou questões de sintaxe.
O site da ABL alerta que serviço não responderá contra gabaritos de bancas examinadoras de concursos.
O serviço pode ser encontrado no site da ABL (www.academia.org.br).
Fonte: Folha Online
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