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Férias escolares começam com jogos de graça na internet
Lista do G1 traz passatempos simples e divertidos. BLOONS
Missão: o macaco usa dardos para estourar os balões. Faça uma boa mira e atire na direção certa para estourar a maioria dos balões e passar de fase. Como jogar: use o mouse para escolher a direção. Na hora de atirar, clique o botão, e depois solte. Quanto mais tempo você segurar o botão, mais forte será o tiro.
BUGS
Missão: ajude a garotinha a espantar os insetos que estão invadindo o jardim. Mas tome cuidado para que eles não a machuquem. Como jogar: use o mouse para controlar a garota. Para tocar as joaninhas, clique e mantenha pressionado o botão do mouse - quanto maior a bolha formada, mais chances você tem de atingir os insetos.
MONKEY KICK OFF
Missão: chute para mandar a bola o mais longe possível. Como jogar: acione o botão do mouse ou qualquer tecla do teclado para fazer o macaco chutar a bola. O segredo é acertar o momento do chute, assim a bola vai mais longe e você ganha mais pontos.
RUN RUN
Missão: correndo sem parar, pule na hora certa para evitar os obstáculos. Como jogar: no teclado, use o botão de "seta para cima" para dar um salto pequeno, e a barra de espaço para dar um pulo maior. Para vencer as fases mais difíceis você precisa calcular a hora certa de cada pulo, ou então vai bater a cabeça. PING PONG
Missão: mantenha a bolinha quicando, batendo com a raquete, mas cuidado para que ela não fuja da tela. Como jogar: é só usar o mouse para movimentar a raquete. Se você fizer movimentos muito rápidos, a bola pode se perder.
Fonte: Portal G1 Postada em: 07/12/08
Microsoft e OpenOffice lançam atualizações contra golpes
Colunista do G1 alerta sobre as ameaças mais graves da semana. Seção de comentários está aberta para dúvidas de leitores.
A cada sexta-feira, a coluna Segurança para o PC vai trazer um resumo dos principais acontecimentos da semana relacionados a vírus e ameaças virtuais. É uma maneira de você ficar alerta para os riscos que seu computador pode estar correndo. Hoje a lista inclui uma atualização de emergência para proteger seu Windows, uma correção importante do pacote OpenOffice e o caso de uma empresa que registrava sites maliciosos.
Microsoft lança correção fora do calendário
A semana foi marcada pela espera do que – até a publicação desta matéria – ainda não aconteceu: a criação de um worm, ou vírus que se espalha pela rede, que tire proveito de uma falha crítica corrigida pela Microsoft com a publicação do boletim MS08-067 na sexta-feira passada (24). A data da disponibilização deste remendo é incomum, porque todas as correções são lançadas na segunda terça-feira do mês (neste mês, dia 14). Fora deste calendário, são consideradas “correções fora de ciclo”.
Se você usa Windows 2000, XP ou 2003 e não instalou a atualização até agora, é hora de fazê-lo. Visite o site do Microsoft Update ou, melhor ainda, configure as Atualizações Automáticas no seu Painel de Controle para deixar o sistema instalar por conta própria esse tipo de correção quando houver uma disponível.
Desde a publicação do MS08-067 existe o risco de que um worm seja criado para tirar proveito da brecha. Uma praga "de qualidade" poderia infectar qualquer computador com Windows 2000, XP ou 2003 desprotegido que estivesse conectado à internet. Seria algo semelhante aos vermes “Sasser”, de 2004, e “Blaster”, de 2003.
É raro que a Microsoft disponibilize uma atualização fora do calendário habitual. Em grandes empresas, os técnicos precisam testar qualquer modificação, mesmo as mais simples, antes de aplicá-las em grande escala. Isso porque, caso algo dê errado, a empresa pára e dinheiro é perdido - e ninguém gosta de perder dinheiro.
Os departamentos técnicos estão acostumados com as datas da Microsoft e uma atualização “fora de hora” causa dores de cabeça. Principalmente porque essas correções não seriam lançadas em regime de urgência se não fossem graves. Logo, não há muito tempo para pensar no que fazer: é preciso atualizar e contar com a sorte para nada sair errado.
A última vez em que a Microsoft lançou um remendo fora de ciclo foi em abril de 2007, direcionado a uma vulnerabilidade que já estava sendo explorada por criminosos. O mesmo vale para esta: já está sendo explorada, mas ainda não em larga escala. Na terça-feira (28), foi desenvolvido um código que permite a qualquer um, mesmo um leigo, invadir um computador usando esta brecha. Basta que saiba executar um programa e fazer alguns cliques. Vale repetir: atualize o sistema! A atualização é de graça e elimina a vulnerabilidade, deixando seu computador seguro contra estes ataques.
OpenOffice corrige brechas de segurança
Se você ainda quer utilizar a versão 2.4 do OpenOffice/BrOffice até que a nova versão 3.0 amadureça um pouco mais, terá de atualizar sua suíte de escritório para a versão 2.4.2, porque duas brechas críticas no processamento de imagens foram corrigidas. Os erros permitem a criação de documentos maliciosos que, quando visualizados no OpenOffice, instalam vírus no sistema.
O download do OpenOffice (versão em inglês) pode ser feito no site oficial do programa. O BrOffice – versão brasileira do programa – não ganhou a versão 2.4.2 até o momento, portanto a instalação da 3.0 é recomendada, se for possível.
Empresa de sites maliciosos pode perder licença
A empresa estoniana EstDomains está para perder sua “licença” para registrar domínios de internet (“example.com” é um “domínio”). A Icann (Corporação para os Nomes e Números Atribuídos na Internet) enviou uma carta à EstDomains nesta terça-feira (28) informando que a empresa não poderia mais registrar nenhum site a partir do dia 12 de novembro. O motivo da decisão é a condenação do diretor-executivo da EstDomains, Vladimir Tsastsin, a seis meses de prisão por fraude em cartão de crédito, lavagem de dinheiro e outros, em fevereiro deste ano. A EstDomains afirma que Tsastsin não é mais diretor-executivo desde junho. A Icann recebeu uma resposta oficial da empresa sobre o assunto e declarou na quarta-feira (29) que a EstDomains continuará habilitada a registrar domínios até que a argumentação seja analisada.
A EstDomains tem mais de 281 mil sites em seu portfólio e é conhecida por colaborar com criadores de sites criminosos. As empresas responsáveis de registro de sites, quando avisadas sobre uma página claramente maliciosa, derrubam o domínio ou entram em contato com o dono do mesmo. A EstDomains ignorava todos os avisos, pelo menos até recentemente, quando os holofotes caíram sobre ela por ser a principal cliente do provedor norte-americano Intercage, outro grande colaborador de criminosos que foi tirado do ar.
Essas foram as principais notícias de segurança da semana. Na segunda-feira (3), a coluna volta com dicas para diminuir o spam que chega em sua caixa de entrada.
* Altieres Rohr é especialista em segurança de computadores e, nesta coluna, vai responder dúvidas, explicar conceitos e dar dicas e esclarecimentos sobre antivírus, firewalls, crimes virtuais, proteção de dados e outros. Ele criou e edita o Linha Defensiva, site e fórum de segurança que oferece um serviço gratuito de remoção de pragas digitais, entre outras atividades. Na coluna “Segurança para o PC”, o especialista também vai tirar dúvidas deixadas pelos leitores na seção de comentários.
Fonte: Portal G1 Postada em: 02/11/08
Gmail lança ferramenta antiemails bêbados
Muita gente no mundo já passou pelo constrangimento de mandar um email ao chegar em casa de madrugada bêbado e se arrependeu profundamente no dia seguinte. Para resolver esse problema central da existência humana o Google criou o "Mail Goggles". Com a função ativada, ele usa um sistema simples e criativo para você esfriar a cabeça e ter certeza que quer mandar aquela mensagem às 4h de sexta-feira. Após clicar em "enviar", será preciso resolver alguns problemas matemáticos para confirmar a operação.
Por padrão, o Mail Goggles fica ativo apenas nas madrugadas de fim de semana, quando ele será mais necessário. Esse horário, no entanto, pode ser modificado. Para acessar o Mail Goggles é preciso clicar na aba "Labs" nas configurações. A ferramenta só funciona se o seu Gmail estiver em inglês.
O engenheiro do Google Jon Perlow, que usou seus 20% de tempo dedicados a projetos pessoais para criar a ferramenta, justificou a nova função do Gmail com histórias bem pessoais: "As vezes eu mando mensagens que não devia. Como a ocasião em que contei através de mensagem eletrônica para uma garota que eu estava atraído por ela. Ou quando mandei, de madrugada, um email para minha ex-namorada pedindo para voltarmos."
Fonte: O Globo Online Postada em: 12/10/08
O Google nos faz mais idiotas?
O uso freqüente da internet reduz nossa capacidade de ler textos longos, diz especialista
Os artigos e livros de Nicholas Carr têm sido uma fonte de desgosto para os aficionados de internet. No início deste ano, o jornalista e escritor americano lançou The Big Switch (“A grande virada”), em que revela os perigos de uma rede de compu-tadores cada vez mais inteligente e poderosa. Agora volta à carga em artigo na revista Atlantic Monthly, no qual aborda uma ameaça mais sutil do mundo virtual. Carr deu-se conta dela ao perceber que tinha cada vez menos paciência para ler textos longos ou livros. Sua concentração se dispersava depois de duas ou três páginas. “Estou sempre tentando trazer minha mente de volta ao texto”, diz. O que antes fazia com prazer virou um martírio. “Não penso mais da maneira que costumava pensar”, lamenta. Carr está convicto de que não se trata de um problema pessoal. Ex-editor da Harvard Business Review, ele ouviu blo-gueiros e intelectuais que confessaram igual dificuldade para chegar até o último parágrafo de um livro.
O título do artigo – O Google está nos tornando estúpidos? – dá uma pista. Carr acredita que a internet transformou nossas mentes. Os meios de comunicação não são canais passivos de informação. “Eles fornecem o conteúdo de nossos pensamentos, mas também modelam o processo de pensamento”, diz Carr, citando o pensador canadense Marshall McLuhan. Resultado? Um internauta que salta de site em site condiciona a mente a receber informações de forma rápida e superficial. Os circuitos neuro-lógicos adaptam-se a essa nova realidade, afirma o escritor, baseado em pesquisas que mostram que o cérebro, mesmo o de adultos, é dotado de enorme plasticidade. “O cérebro consegue se reprogramar em pleno vôo, alterando a forma como funciona”, afirma o neurocientista James Olds, da George Mason University, em apoio aos argumentos de Carr.
Uma pesquisa recente da University College London confirma a dificuldade que as pessoas têm hoje de mergulhar em textos longos. O levantamento examinou, durante cinco anos, o comportamento dos visitantes de dois populares sites de pesquisa – da Biblioteca Britânica e de um consórcio de instituições de ensino – que dão acesso a jornais, e-books e outras fontes de informa-ção. Descobriram que os usuários exibem um comportamento ligeiro e inconstante. Lêem no máximo uma ou duas páginas de um artigo ou de um livro antes de trocar de site. Alguns arquivam textos longos, mas raramente voltam a consultá-los. “Fica evidente que os usuários não lêem no sentido tradicional”, dizem os autores do estudo. “É uma nova forma de leitura. Navegam por títulos, sumários e resumos de textos. Parece que estão online apenas para evitar uma leitura no sentido tradicional.”
A mesma superficialidade parece contaminar a academia, segundo estudo recente do sociólogo James Evans, da Universida-de de Chicago. Apesar de ter à sua disposição uma quantidade cada vez maior de versões online de publicações científicas, os pesquisadores tendem a pesquisar na internet um número reduzido de artigos – os mais comentados entre os colegas, ignorando todo o restante. “A pesquisa científica online acelera o consenso”, diz Evans. É um comportamento bem diferente daquele exibido por pesquisadores de outras eras, que gastavam um tempo enorme fuçando trabalhos em bibliotecas e que, pela própria natureza da consulta, esbarravam em trabalhos de diferentes campos do conhecimento, que, ao final, acabavam sendo citados nos seus estudos.
A repercussão do artigo de Carr foi imediata. Em seu blog, o escritor Evan Ratliff, colaborador da revista The New Yorker e do jornal The New York Times, disse que o uso incessante da internet provavelmente afeta também a nossa memória, uma vez que não temos mais a necessidade de lembrar daquilo que está facilmente à nossa disposição no universo virtual. O que não é, ne-cessariamente, negativo. São circuitos neurológicos que podem ser empregados em outras atividades.
Muitos apontam um pessimismo exagerado em Carr. O jornalista Kevin Kelly, editor da revista Wired, afirma em seu blog que, se o nosso desempenho intelectual cai quando estamos fora da rede, melhora quando estamos online. “Será que não ficamos mais idiotas quando estamos fora do Google, mas mais espertos quando estamos no Google? É muito provável que sim”, diz. Para Danny Hillis, escritor e consultor da IBM e da Hewlett-Packard, o autor de The Big Switch erra ao apontar o culpado. “O dilúvio que está nos afogando é o do excesso de informação”, afirma. Para ele, o Google e outros instrumentos da internet apenas nos ajudam a sobreviver em meio ao enorme fluxo de dados da sociedade contemporânea.
Fonte: Revista Época Negócios Postada em: 05/10/08
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