Quarta-Feira, 19 de novembro de 2008




Consumo 'leve' de álcool na gravidez pode ajudar o bebê, diz estudo
Uma pesquisa britânica afirma que meninos nascidos de mães que consumiram quantidades "leves" de bebidas alcoólicas durante a gravidez têm menos problemas de comportamento do que filhos de mães que se abstiveram totalmente do álcool.

Os pesquisadores do University College de Londres classificaram como consumo "leve" no máximo duas unidades de bebida por semana durante toda a gravidez. Consumo "moderado" foi classificado como três e seis unidades por semana, e "pesado", como sete ou mais.

Na Grã-Bretanha, uma unidade de álcool corresponde a um copo pequeno de vinho (125 mil) ou um copo grande de cerveja.

Entre as pesquisadas, 63% das mães não consumiram nenhum álcool durante a gravidez, 29% eram consumidoras leves, 6% eram moderadas e 2% foram classificadas no consumo pesado.

O estudo analisou 12,5 mil crianças de três anos de idade e descobriu que filhos de mães com consumo leve de bebida alcoólica tinham menos risco de desenvolver alguns problemas de comportamento.

Comportamento e compreensão

Os pesquisadores analisaram o comportamento e compreensão dos filhos destas mulheres quando estes atingiram os três anos de idade.

O estudo, publicado pela revista International Journal of Epidemiology, descobriu que meninos filhos de mulheres que tiveram consumo leve de bebidas tinham 40% menos chances de apresentarem problemas de comportamento e 30% tinham menos chances de serem hiperativos do que aqueles cujas mães não tinham consumido álcool nenhum.

Eles também pontuaram mais em testes de vocabulário e de identificação de cores, formas, letras e números.

Meninas filhas de mulheres que tiveram consumo leve de bebidas apresentaram chances 30% menores de desenvolver problemas emocionais do que as filhas das abstêmias, apesar de os pesquisadores afirmarem que isto pode ser devido à própria família da criança e à sua posição social.

"As razões por trás destas descobertas podem ser, em parte, devido ao fato de mulheres com consumo leve de bebidas tenderem a ter uma posição social melhor que as abstêmias e não ao fato de que álcool em quantidades pequenas possa trazer benefícios - como à saúde do coração, por exemplo", afirmou Yvonne Kelly, epidemiologista que liderou a pesquisa.

"Mas, também pode ser devido ao fato de mulheres com consumo leve de bebida terem uma tendência a serem mais relaxadas com elas mesmas e isto contribui a um melhor resultado em termos comportamental e cognitivo nos filhos."

"As descobertas de nosso estudo levantam questões quanto à política de recomendar abstinência completa durante a gravidez e sugere que mais pesquisas são necessárias", acrescentou.

Governo

O governo britânico recomenda que mulheres grávidas ou as que estão tentando engravidar devem evitar bebidas alcoólicas.

Mas, se estas mulheres quiserem beber, não devem consumir mais do que uma ou duas unidades de álcool uma ou duas vezes por semana.

A relação entre consumo pesado e regular de bebidas alcoólicas durante a gravidez e problemas de saúde para os filhos já foi estabelecida. Nos casos mais graves, pode causar o aborto ou dano permanente ao desenvolvimento do feto.

"Tememos que as descobertas deste estudo possam levar mulheres a uma falsa sensação de segurança e dar a elas o sinal verde, afirmar que não há problemas em beber durante a gravidez", disse Vivienne Nathanson, chefe de ciência e ética da Associação Médica Britânica.

"O chamado consumo 'pesado' e 'moderado' de bebida pode prejudicar o bebê. Consumo muito leve pode ou não prejudicar. A associação acredita que o conselho mais simples e seguro é não consumir álcool durante a gravidez", acrescentou.

Fonte: Portal G1
Postada em: 02/11/08
Lula sanciona lei que regula uso de cobaias no Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou dia 8 a lei que regulamenta o uso de cobaias em pesquisas científicas no país --o texto foi publicado nesta quinta-feira (9) no "Diário Oficial da União". O estabelecimento dessa legislação era uma reivindicação de grande parte dos cientistas, já que até agora não havia uma norma nacional que indicasse claramente os limites da prática.

O projeto de lei sobre o assunto, conhecido como Lei Arouca, tramitou no Congresso por cerca de 13 anos, até ser aprovado pela Câmara em maio e pelo Senado em setembro deste ano.

Com a sanção de Lula, a lei promete acabar com disputas locais sobre o assunto, como aconteceu recentemente em Florianópolis e no Rio.

Controle

O texto prevê a criação do Concea (Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal), que vai regulamentar o uso de animais para pesquisa e estabelecer as normas e critérios éticos.

O órgão será presidido pelo Ministro de Ciência e Tecnologia e integrado por representantes de outros ministérios e de órgãos como a SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) e o Cobea (Colégio Brasileiro de Experimentação Animal).

Até hoje, a função de estabelecer os parâmetros para a experimentação animal ficava a cargo das comissões de ética de universidades e instituições de pesquisa. Caso esses órgãos não tivessem sido instituídos, as decisões cabiam a cada cientista individualmente.

A lei também obriga as instituições de pesquisa que quiserem utilizar cobaias a instituir um Ceua (Comissão de Ética no Uso de Animais), que vai regular a prática em cada local. Além de especialistas como médicos e biólogos, representantes de entidades protetoras dos animais também devem fazer parte desses órgãos.

Dor

Entre as normas estabelecidas também está a aplicação de analgésicos ou anestesias que aliviem o desconforto das cobaias durante os procedimentos. Caso os animais sofram "intenso sofrimento" durante a pesquisa, eles devem ser sacrificados.

A matéria estabelece que, caso as instituições de pesquisa e ensino descumpram as regras, estarão sujeitas a advertência, multa de R$ 5.000 a R$ 20 mil, interdição definitiva ou outras penalidades. No caso de profissionais infringirem as regras, a multa vai de R$ 1.000 a R$ 5.000.

O projeto enfrentou muita resistência de entidades de defesa dos animais, que chegaram a fazer um abaixo-assinado contra o texto, entregue a parlamentares em Brasília.

Fonte: Folha Online
Postada em: 12/10/08
Revolução injetável
Vício em drogas como a cocaína e a nicotina, obesidade e pressão alta. Eis alguns dos maiores assassinos do século 21. Saiba como pesquisadores de todo o mundo lutam para descobrir as vacinas que poderão acabar com eles

Quatro anos atrás, um grupo de usuários de drogas apareceu na Escola de Medicina de Yale. A maioria deles era dependente do crack, droga derivada do refinamento da cocaína e altamente viciante. E todos queriam se livrar dela.

"Eles vieram até nós porque suas vidas estavam destruídas", afirma Thomas Kosten, especialista em drogas que trabalhou com esses usuários e que atualmente está na Faculdade Baylor da Universidade de Medicina de Houston (EUA).

As chances não estavam a favor daqueles dependentes. Mais de dois milhões de americanos consomem alguma forma de cocaína regularmente, e a maioria acha extremamente difícil largar o hábito. Mesmo se um viciado ficar longe das drogas por alguns meses, só uma pequena dose, em um momento de fraqueza, desperta o desejo novamente.

Os usuários de cocaína que se inscreveram para a pesquisa de Kosten também tiveram seus momentos de fraqueza. Para uns poucos deles, entretanto, algo de extraordinário aconteceu quando cheiraram ou injetaram a droga: ela não teve efeito algum.

Kosten havia vacinado os voluntários contra cocaína. Anticorpos estavam circulando por suas correntes sanguíneas, prontos para neutralizar as moléculas da droga. O grupo estava protegido contra a cocaína da mesma forma que as imunizações tomadas na infância protegem boa parte do mundo contra a pólio e o sarampo. E, com a ajuda da vacina, vários dependentes estavam livres da droga antes do experimento terminar.

As vacinas são um dos medicamentos mais bem-sucedidos. Sem elas você talvez não estivesse aqui para ler este texto, já que seus ancestrais poderiam ter sido mortos por doenças como a varíola. Agora a esperança é que essa tecnologia possa também tratar enfermidades modernas. E não apenas drogas que viciam. Obesidade e pressão alta são outras condições nas quais as inoculações podem ser usadas como tratamento. Se defensores dessa idéia estiverem certos, o trabalho de Kosten é apenas um exemplo do que será a segunda revolução das vacinas. Mas ela pode não chegar na velocidade necessária.

No caso da dependência, tratamentos como terapia comportamental são caros e às vezes não fazem muita diferença. O cigarro é um dos grandes assassinos do mundo. Enquanto isso, a obesidade atingiu proporções de epidemia nos Estados Unidos e está aumentando mundialmente. As vacinas oferecem uma abordagem completamente diferente para esses problemas: elas levam o corpo a produzir anticorpos que se unam a substâncias específicas, neutralizando-as.

Quase todas as drogas, entretanto, consistem de moléculas muito pequenas para iniciarem uma reação imune. Portanto, um pouco de trapaça é necessária. Para aumentar o tamanho delas Kosten juntou dez partículas de cocaína à superfície de uma proteína da cólera. A vacinação com essa "megacocaína" estimula a produção de anticorpos, que se juntam tanto às moléculas da droga quanto às grandes partículas sintéticas.

Fonte: Revista Galileu
Postada em: 05/10/08
Drogas injetáveis e Aids são ameaças que andam de mãos dadas, diz ONU
Estudo publicado na revista "The Lancet" fez levantamento de drogas.
Estimativa global é de que existam 15,9 milhões de usuários.

O número de usuários de drogas cresce em todo o mundo. Revisão dos dados de organizações internacionais e governos foi publicada na revista "The Lancet" dessa semana. A estimativa global é de existam 15,9 milhões de usuários, as análises variam de 11 a 21 milhões de viciados.

Um total de 148 países reportaram o uso de drogas injetáveis na população, porém em somente 61 as estimativas puderam ser levantadas.

Os dados foram coletados em mais de 11 mil documentos oficiais sobre o tema. A Organização das Nações Unidas mantém um grupo que estuda a relação entre a epidemia de HIV/AIDS e o uso de drogas injetáveis.

Em nove países a relação entre HIV e drogas injetáveis é maior do que 40%, Brasil, Estônia, Ucrânia, Burma, Tailândia, Indonésia e Nepal.

A mesma relação fica entre 20 e 40% na Espanha, Rússia, Líbia e Vietnã.
Os pesquisadores alertam para o fato de que os dois números vem crescendo de forma alarmante nos países que fazem o acompanhamento do numero de usuários.

As fronteiras do tráfico internacional de drogas e conseqüentemente do seu uso injetável estão se alargando para a África e Ásia Central.

Os especialistas apontam para a necessidade de que existam políticas para atingir os usuários de drogas com campanhas específicas de prevenção para a transmissão do HIV.

Essas estratégias, como por exemplo, a troca de seringas descartáveis devem estar inseridas em um porjeto de prevenção e devem ser iniciadas enquanto o nível de infecção entre os usuário sé baixo.

De qualquer forma essa análise ainda que dificultada pela falta de dados consistentes em todos os países serve de alerta.

Os dados devem ser coletados a população dos usuários deve ser conhecida. Só assim a realidade do problema das drogas injetáveis poderá ser enfrentado de forma científica.

Fonte: Portal G1
Postada em: 29/08/09
Parar de fumar dá mais anos de vida, diz estudo
Conclusão é de cientistas do governo dos Estados Unidos. Deixar de fumar reduz incidência de câncer e problemas cardíacos.

Parar de fumar pode significar diminuir até a metade seu risco de morrer de doenças cardíacas ou câncer de pulmão. Pesquisadores do governo norte-americano descobriram que o esforço em parar de fumar é recompensado com anos de vida a mais e com mais qualidade.

Para chegar a essa conclusão os cientistas acompanharam seis mil pessoas de média idade que eram saudáveis no início da pesquisa por mais de 15 anos. Os participantes foram divididos em dois grupos -- um deles recebeu treinamento intensivo para parar de fumar durante dez semanas e o outro não recebeu apoio específico, dependendo de sua força de vontade.

A dificuldade em ficar livre do cigarro foi muito grande, como sempre. Após cinco anos, 22% dos participantes, permaneciam sem fumar, e ao chegar aos 15 anos, 90% haviam retornado ao vício.

A incidência de mortes por doenças cardíacas no grupo que parou de fumar foi 30% menor. O câncer de pulmão matou 50% menos no mesmo grupo.

Segundo o responsável pela pesquisa “apesar do pequeno número de pessoas que consegue ficar sem o cigarro, o resultado da pesquisa mostra que o impacto é significativo em doenças que têm um custo muito alto em vidas a cada ano”.

Nunca é demais lembrar a importância do uso do tabaco como causador de doenças do coração e pulmão afetando diretamente a qualidade de vida das pessoas.

Fonte: Portal G1
Postada em: 19/09/08

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